sexta-feira, 7 de outubro de 2011

RG: Dana Plato


Como eu tô meio desocupado esses dias (na verdade tô praticando ilustração e contrabaixo que nem doido, enquanto o mundo acontece lá fora), resolvi criar um quadro pra esta merda de passatempo que eu chamo de blog. O quadro é o RG (de Registro Geral, manjaram?). É assim: eu analiso o perfil de alguém, que pode ser uma personalidade ficcional ou de carne e osso, como é o caso de hoje. Conto um pouco da história do ser, coisas que faz da vida, e tudo que eu conseguir encontrar. Enfim, nada de novo.

A primeira a ter a honra de estrear esta pérola blogsferística é a atriz californiana Dana Plato.
Pra começo de conversa, Dana foi entregue a adoção por sua verdadeira mãe, que a teve aos dezesseis anos. Sendo criada em Los Angeles pelos pais adotivos Dean e Florine Plato, Dana começou sua carreira muito cedo, participando de vários comerciais de TV e campanhas publicitárias. Uma vez declarou que foi convidada a estrelar O Exorcista no papel de Reagan, embora o próprio roteirista do filme e escritor do livro Willian Peter Blatty não lembre disso (Curiosamente ela está na seqüência, O Exorcista II: O Herege).


“Aiai... O Bruno... Aquele deus grego...”

A família dela era uma bagunça

Como já deu pra entender, Dana era uma dessas estrelas precoces. Entrou no mundo artístico aos sete anos. Além de aparições em televisão, ela era patinadora artística de gelo (é assim que fala?) e estava tentando seguir carreira neste ramo, inclusive treinando para participar de uma Olimpíada. Mas antes disso foi descoberta por uma produtora de TV durante sua participação em um show de calouros e convidada para participar da série Diff’rent Strokes, pela qual é mais conhecida.
"Que papo é esse, Willis?"
Acho que todos vocês devem no mínimo conhecer por alto esta série. Ela foi exibida pelo Nickelodeon Brasil como ‘Minha Família É Uma Bagunça’ e pelo Sbt como ‘Arnold’, e contava as aventuras pra lá de não radicais da família Drummond. O sitcom, que durou oito temporadas (de 1978 a 1985), tratava de temas como preconceito racial, adoção, drogas, xenofobia, anorexia e o raio que o parta. Tudo de maneira leve, bem humorada e instrutiva, sempre com uma lição de vida em todo episódio. Só faltava o He-Man aparecendo no final dando uma bela lição de moral.
Dana interpretava a doce garota Kimberly, filha do ricaço Phillip Drummond, que por sua vez adotou os irmãos negros Arnold (o protagonista) e Willis Jackson, filhos de uma falecida ex-empregada sua. Tava tudo muito legal, mas Dana teve que deixar Diff’rent Strokes antes da sexta temporada por engravidar de seu namorado, algo que não pegava bem pra série, embora ela tenha voltado a participar de vários episódios na ultima temporada.
Apesar de na prática como programa de humor ser uma baita bobagem do cacete, é uma série bem legal e eu pretendo um dia downloadear todas as temporadas e assistir cada um dos episódios (e a vida, né, Bruno?).


Playboy, gravidez, Night Trap e Diff’erent Strokes versão adulta. Como???


Dana tentou solidificar sua carreira de atriz após sua saída do programa, mas tudo o que conseguiu foram trabalhos mequetrefes e muitas polêmicas (algumas com “aspas” outras sem). 
A foto mais comportada
da Playboy dela
A atriz que interpretou a doce e imaculada Kimberly passou a aprontar altas peraltices, o que incluiu dar uma turbinada nos airbags e posar pra playboy em 1989 (sim, eu baixei a dita) e participar de Night Trap, jogo da Sega em formato FMV (que usa atores reais como os quais temos que “interagir”). Esse jogo gerou uma polêmica na época por mostrar jovens garotas de lingeries em situações meio pecaminosas com vampiros (sim, vou baixar o emulador).
Justamente por essas polêmicas (ÓÓÓÓ!!!) ela conseguiu dar uma pequena alavancada na carreira, mas nada de mais.

Entre um filme de baixo orçamento e outro e mais silicone para ver se conseguia papéis melhores, Dana foi se envolvendo em escândalos, desta vez realmente sérios. No final dos anos oitenta sua mãe faleceu, e ela começou a ter problemas com seu marido, e logo os dois haviam-se divorciados. E o cara ainda ficou com a guarda do filho.
A porra do jogo
Em 1991 já estava na rua da amargura, e teve que trabalhar em uma lavanderia. Se fosse vendendo coco na rua daria pra fazer uma piada com uma certa atriz brasileira, mas não é o caso. Foi aí que começou a ter problemas com a polícia. Estava tão no aperto que no mesmo ano foi presa por assaltar uma locadora de vídeos armada! Pegou uma condicional de cinco anos, mas bem antes dela terminar, apenas um ano depois do assalto, Plato foi presa novamente, desta vez por falsificar uma receita médica para comprar valium, remédio em que era viciada desde os tempos de Diff’rent Strokes. A própria chegou a afirmar anos mais tarde que usava drogas e bebia durante as gravações da série. Bom... Não na frente das câmeras enquanto estavam gravando. Durante o PERIODO em que a série era produzida. Arff! Vocês entenderam.
De qualquer forma, os problemas com álcool e drogas sempre a perseguiram.
Porém, o pior escândalo profissional da atriz não foi o ensaio nu nem a participação em Night Trap, e sim os filmes eróticos softcore nos quais participou no fim da carreira. Especialemente um chamado Different Strokes: The Story of Jack and Jill... And Jill, um filme bem vagabundo que conta com ela como protagonista em altas cenas de lesbianismo com Landon Hall (sim, eu baixei).
O fato de terem usado nesse filme o nome do famoso sitcom no qual Dana participou durante anos como jogada de marketing foi considerado uma baita falta de respeito com a série. Eu não sou o maior dos puritanos, mas concordo plenamente.


A Maldiçããão de Aaaarnoldiiiii!!! (imaginem o Zé do Caixão falando isso)



Em 1999, após outras pequenas polêmicas como declarar-se bissexual e ter uma foto sua bêbada estampada na capa de uma revista sensacionalista, Dana estava quebrada financeiramente e mais sumida que a voz do Axl Rose. Foi quando, na tentativa de dar um tcham em sua carreira, participou de uma entrevista em uma famosa rádio americana, onde falou sobre seu passado problemático e confessou estar livre de drogas e álcool, graças a uma longa passagem na rehab. Esta entrevista foi muito comentada na época, pois vários ouvintes ligaram massacrando a atriz e outros defendendo-a e fazendo-a chorar de emoção. Foi uma coisa bem intensa. Dá pra ouvir o áudio dela no yutoba, é só procurar.
Bom, a história dela é essa. Acho que não falta falar mais nada, falta? Deixa eu ver...
AH, sim! Ela morreu um dia após a entrevista por overdose, aos 34 anos.
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Pois é. Sinto muito. Talvez você estivesse esperando que eu dissesse que ela sacudiu a poeira e deu a volta por cima, virou atriz de Hollywood, foi pra Ilha de Caras, qualquer coisa do tipo, mas não. A vida não é um conto de fadas, filhão. Get use to it!
Dana rolou de rir ao ler este artigo. Mas 
então lembrou que estava morta, aí parou.
Dana infelizmente #partiu pra uma melhor no dia 8 de maio de 1999 (“Quêê???” indagou assustada Claudete Troiano) em seu trailer em Moore/Oklahoma ao ir visitar sua mãe. Plato estava na companhia de seu então noivo Robert Menchaca. Ao pernoitar no trailer perto da casa de sua sogra, que também ficava em Moore, Dana teria acordado morta se este termo fosse válido. Acontece que ela ingeriu uma alta quantidade de Vicodim e outros remédios e teve uma overdose. Há uma hipótese muito grande até hoje de que tenha sido suicídio, embora muitos amigos próximos – inclusive do elenco de Diff’rent Strokes – negam que houvesse a menor possibilidade dela se matar, dada sua personalidade (até parece que isso prova alguma coisa).
Mais de dez anos após seu falecimento, em 2010 o filho de Dana Tyler Lambert (aquele do qual ela estava grávida e teve que deixar a série, lembram?) cometeu suicídio aos vinte e cinco anos de idade com um tiro de espingarda na cabeça. Não se sabe ao certo o que o levou a tal. Rumores de que o fato de nunca ter superado a morte da mãe tenha sido uma das motivações.


A precoce morte da atriz só firmou mais ainda a tal “lenda” da “maldição de Arnold”, já que as três crianças principais do seriado, Gary Coleman, Todd Bridges e Dana tiveram uma carreira decadente após a série e dois deles tiveram fins trágicos. Coleman, que interpretava o protagonista Arnold, além de vários escândalos familiares e da sempre saúde frágil devido seu problema de nanismo, também não conseguiu muitos trabalhos após o programa e chegou até ater mesmo a ser segurança de shopping. Morreu em 2010 após rolar uma escada de sua casa e ficar em coma. E o ator Todd Bridges, que interpretava o irmão mais velho de Arnold, Willis, sofria abusos sexuais de um publicitário amigo de sua família e era desacreditado e repreendido pelo pai quando lhe contava o fato. Após a série, entrou pro mundo das drogas, não só como usuário, mas também como traficante. Compareceu várias vezes aos tribunais, inclusive por acusação de assassinato. Pelo menos esse não morreu. Bridges se livrou das drogas, escreveu um livro e hoje está em uma situação instável profissionalmente (Participou de Todo Mundo Odeia o Chris, nem sei se ainda está lá).
O trio parada dura

Ainda sobre Dana, dá pra ouvi o áudio de seu noivo ligando para a atriz no trailer quando ela já estava morta. Seu empresário atendeu o telefone e lhe diz que ela estava dormindo, pois não conseguia acordá-la. Logo após, também um áudio do próprio noivo ligando para um amigo e para a polícia aos prantos dizendo que Dana estava morta, e posteriormente tentando reanimá-la.
Bom, agora sim acho que terminou. No episódio de hoje aprendemos que nunca se deve mexer com substancias ilícitas nem engravidar quanto está no meio de um seriado mais puritano que a Sandy antes de abrir a porta de trás (mariquiiinha!!). Se você se vir envolvido em uma situação dessas, converse com um amigo. Ou conte a seus pais, eles saberão o que fazer. 
E não sei porque essa porra ficou cheia de referências ao He-Man!! Eu nem tô assistindo a essa bagaça!

Mas falando sério, é realmente uma pena que uma atriz tão promissora tenha tido um fim tão trágico. Eu sempre fico triste ao pensar nela (e a vida, Bruno?? E a vida???)

E como esse post ficou bizarro, puta que o pariu!! Não vou nem colocar os links pra ouvir esses áudios aqui, mas é bem capaz de você ir atrás, né, seu carniceiro?? Tudo bem, vai fundo. Eu também o faria (e de fato fiz).
Ao invés disso, e pra dar uma aliviada final, preferi colocar aqui uma homenagem cafona, porém bonitinha que fizeram à moça para encerrar o post. Até mais ver.



13 comentários:

  1. Falaí, rapaz. Vim tratar da nossa parceria de blogs. Em primeiro lugar, você sabe criar um "gadget" no blogger, certo? Se souber, basta procurar pelo gadget "Lista de Links", adicioná-lo e, nele, adicionar o link do meu blog. Sacou? Qualquer coisa, me avisa lá!

    Abraço.

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  2. Muito bom seu texto sobre a vida de Dana Plato. Há algum tempo assisti um programa no Canal E! que contava toda esta história dos atores desta série que se tornou quase maldita.

    Abraço

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  3. Oi. Assim como meu amigo Matheus P também estou procurando blogs para formar parcerias. Sou novo nesse ramo e meu blog está para fazer 1 ano. Se estiver interessado, você pode comentar no http://nerdside.blogspot.com/. Desde já agradeço. Boa noite.

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  4. Toda trabalhada na gostosura ela.

    Enfim, só era meio pancada né.

    Eu vi alguns episódios de Arnold, sendo que achei todos chatos; lembro de ter achado a menina com cara de bonequinha muito gatinha. Não sabia que ela era meio slut tb. Acho q preferia não saber. kkkk

    Post bacana, diferente né, acho q ainda tenho q me aoostumar. De qq forma, foi uma curiosidade q não sabia. Parabéns.

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  5. Já adicionei o seu tbm. Fica bem no início do blog embaixo do feed. Vlw. Abraço.

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  6. Já adicionei teu blog lá, Bruno. Sucesso pra nós!

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  7. Oi Bruno; como vai?
    Poxa, mas que post incrível! Eu já havia lido algumas coisas sobre a Dana Plato, exatamente pelo fato dela fazer parte do elenco em Arnold. Até porque eu ainda não a conhecia. Ela era linda; e eu jamais poderia imaginar uma morte tão precoce, o que é sempre muito triste quando se tem talento.

    Fico muito feliz que tenha gostado daquele breve post sobre as criações de Bolaños. Espero poder contar com sua vista nas próximas semanas; já que é fã, faço questão de seus comentários HAHAHA

    Até mais Bruno!

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  8. Oi Bruno!
    Então esse episódio especial eu não baixei...peguei apenas os dublados...eu não sou boa com inglês mas valeu pelo link! Vou assistir no pc mesmo =). Mas pelo menos é mais um clássico da Cultura que tenho guardado em dvd! Eu tenho completo o Animais do Bosque dos Vinténs *_*; Lembra desse? Daria um bom post no seu blog!

    Hey, cada o comment que deixei nesse post? Vc não o aceitou?
    bjs

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  9. Fala galeunra, falews pelos coments.

    Pode deixar Rubi, que como bom fã de Chaves acompanharei suas matérias sobre o Chespirito, rss.

    Oi, Tsu. Animais do Bosque dos Vinténs eu lembro vagamente. Li seu post sobre este desenho algum tempo atrás.
    Ei, eu não recebi nenhum coment seu neste post antes deste!!:( Estranho (mas o que vc disse?? hahaha)

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  10. Muito bacana seu blog, adorei o post, eu mesmo já havia pesquisado essa atriz uns tempos atrás... confesso que por motivos nada puritanos...

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  11. Não sou fã dessa serie, acho q vi algumas cenas...Teu Post tá excelente! Parece q a serie foi uma maldição mesmo. Abração!

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  12. Oi Bruno!
    Hein? Como assim vc não recebeu meu post? Que estranho..bom o que falei era sobre a série ASrnold mesmo..que eu não sabia sobre essa madição na obra...e que talvez o filho da moça tenha se suicidado porque a mãe se suicidou..meio doentio mas pode fazer sentido. Bom, falei mais coisas mas agora não me lembro u.u.
    bjs

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  13. Na verdade a não superação da morte da mãe tenha sido um dos motivos q levaram o rapaz a se matar, mas nada comprovado. Bj, Tsu!
    Valew Arthur e Celso por pelos elogios ao post!

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