domingo, 8 de janeiro de 2012

Filmes escandinavos que assisti em dezembro



Olá a todos os meus amigos (???) da blogsfera! Fiquei um tempo de fora, mas estou vivo, apesar da minha expressão facial enganar um pouco a esse respeito. Eu queria muito ter escrito um desses posts de fim de ano a algumas semanas atrás pois tinha muita coisa a dizer, mas acabou não rolando por falta de tempo e força de vontade (parabéns aos bloggers que escreveram coisas bacanudas no Natal / Ano Novo. Mesmo que eu não tenha comentado, achei muitos deles deveras supimpas). Final desse ano prometo fazer um post desses.
Acontece que como programa para dezembro decidi durante o mês todo só assistir a filmes nórdicos (é, social life tá foda). O motivo talvez seja o meu fascínio por essa região do mundo, que um diiiiia certamente conhecerei. Não antes, claro, de dar uma passada em St. Petesburg na Russia e conhecer e casar com a Oksana Akinshina, pra daí sim ir para a Escandinávia. Que foi? Aposto que você sonha em ser um super herói!!
Bom... Enfim... vou falar agora dos filmes que assisti nessa maratona. Não todos, mas a maioria. Também contrariando um pouco o que naturalmente é de meu feitio, só escolhi uns filmes relativamente recentes. Não me perguntem o por que, pois não tem motivo. Tô meio sem propósito esses tempos. Também tentarei ser sucinto, pra isso aqui não ficar gigante, embora talvez isso não se cumpra...

Fröken Sverige / Miss Suécia (Suécia, 2004)





Moa é uma jovem designer, programadora, vegana, ativista e - o mais importante –que trabalha em uma fábrica de papel higiênico, que vive em uma pequena cidade da Suécia. O filme foca no auto-conhecimento de Moa, em como lidar com seus complicados amigos, amores, família e principalmente consigo mesma e com seus ideais.
Quando tive essa idéia dos filmes escandinavos, pensei em baixar pelo menos um filme com a Alexandra Dahlström e um com Rebecka Liljeberg, as protagonistas de Fucking Amal (caso você não tenha assistido ou ouvido falar, escrevi um negócio enorme sobre esse filme aqui). Pra ser sincero, minhas expectativas não eram lá muito boas, e nos primeiros minutos pensei que deveria ser um baita filme banal esquecível. Ainda bem que me surpreendi pra caralho, pois é um filme excelente, carismático e que te faz querem assistir mais de uma vez (a não ser que você seja chato pra cacete). É notável como a diretora Tova Magnusson Norling (preparem-se para ver mais nomes escrotos assim daqui pra frente) consegue criar um roteiro bem amarrado e desenvolver personagens tão reais em situações cotidianas de maneira bastante autêntica. Bem verdade que o filme talvez não fosse metade do que é se não fosse pelo carisma de Alexandra, provavelmente uma das melhores atrizes européias de sua geração, interpretando uma personagem fora de série. Este filme só confirma sua competência vista no famoso Fucking Amal.
Há muitos momentos aqui que irão te fazer rir e muitos que vão te emocionar. A não ser, é claaaro, que você seja um chato do cacete (sai daqui, bicho!).


Sherdil (Suécia, 1999)


Tudo bem que já é meio óbvio, mas o texto do pôster entregando o final é foda...

Er... Não sei por onde começar. Esse é o filme que baixei com Rebecka Liljeberg, minha favorita de Fucking Amal. E eu tinha bem mais expectativa sobre ele do que sobre Froken Sverige. Bom, na verdade não tinha. Pelas críticas que li, tinha quase certeza que vinha uma bombinha pela frente. Mas eu estava torcendo pelo contrário, já que sou fanzaço da Rebecka (ainda lerão mais sobre ela aqui no blog, preparem-se). Bom, quando vi, descobri que o filme realmente não tinha nem chances de estar na média. O enredo é basicamente um conto de fadas sobre uma menina que fica amiga de um cavalo, e passa por muitos apuros para salvá-lo de ser sacrificado, o que inclui fugir de casa e se esconder em uma cabana sinistra com ele. É incrível como uma trilha sonora pode estragar um filme, ou deixá-lo com uma “aparência” mais vagabunda do que já tem. 
Fora que a fita tem erros óbvios de continuidade e lógica. A cena do acidente de carro é uma das mais estapafúrdias já feitas. A ligação da garota com o cavalo não convence ninguém, até porque o eqüino não faz nada para ganhar a simpatia do espectador. Imagino que 95% das pessoas que foram ver esse filme na época foi por causa da presença de Liljeberg, o que infelizmente não foi o suficiente. A própria diretora do filme escreveu uma das resenhas do IMDB se justificando pelo fato do filme não ter saído como deveria.
Enfim, o filme não é de todo ruim. Tem uma bela fotografia. Se você for paciente e se desligar das regras do bom senso que regem o mundo (ou deveriam), vai acabar gostando. Talvez. Eu gostei no final das contas, e um dia verei novamente. Mas como eu disse, Rebecka Liljeberg (Droga Rebecka, porque você desistiu de ser atriz em 2002 e se isolou do mundo?? POR QUÊ???)...

Suden Vuosi (Finlândia, 2007)



Pelo trailer e pelo título - Suden Vuosi é algo como “O ano do lobo” em português – alguns podem até se enganar e pensar que se trata de uma fábula modernizada e adulta como essas de Chapeuzinho Vermelho e Bela Adormecida ou até mesmo um terror sobre lobisomens, mas na verdade este filme finlandês é mais um drama realista do que qualquer coisa. Com o foco central na estudante Sari (a gata Krista Kosonen, do excelente Guerreiros de Jade), que sofre de uma grave epilepsia, que quando acontece leva ao seu inconsciente elementos envolvendo escuridão, água e imagens perturbadoras de uma criatura parecida com um lobo. Paralelamente a Sari, acompanhamos a história de Mikko, professor na universidade onde Sari estuda. Mikko é obcecado por seus livros e estudos, o que lhe distancia do resto do mundo, incluindo sua família. As histórias de Sari e Mikko se cruzam, e aí começa um relacionamento bem atípico que pode mudar definitivamente as vidas de ambos.
O legal nesse filme é que ele não trata de um tema só. Existem várias tramas paralelas, envolvendo divórcio, literatura, filosofia, morte, relacionamentos amorosos e de família, a já mencionada epilepsia e algumas doenças psicológicas. Mas tudo dentro de um roteiro sólido e bem costurado. Esse é um dos filmes mais supimpas e originais dos que assisti. Várias referências a literatura (principalmente Voltaire) e autores famosos são feitas, o que talvez seja o suficiente para “classifica-lo” como um filme cabeça, mas nada disso importa. Ele não é um filme chato e sim muito prazeiroso de ver. E se você for um cabra macho, te dou mais um motivo para assistir: Krista Kosonen em altas cenas de sexo selvagem e desnecessário. Sério.

Kielletty Hedelmä / Forbbiden Fruit (Finlândia, 2009)


Como já esclarecem os letreiros iniciais no início de Kielletty Hedelmä, existem milhares de comunidades luteranas na Finlândia (assim como na Escandinávia em geral), onde as crenças radicais desses que vivem em áreas rurais isoladas das grandes cidades proíbem qualquer contato com os costumes “profanos”  do mundo moderno, como assistir televisão, usar maquilagem, dançar, ouvir música não-religiosa, transar antes do casamento, etc. De fazer o Silas Malafaia chorar de orgulho, mesmo.
Este filme nos conta a história de Maria (a morena) e Raakel (a loira), duas adolescentes que saem da comunidade em direção a Helsinki, para ver como é o mundo fora da realidade restrita onde viviam. Maria, a mais rebelde e aberta para as coisas novas da vida, é a que deixa sua família primeiro, fugindo. Em seguida, é pedido à recatada Raakel, sua melhor amiga, que vá atrás dela e tente convencê-la a voltar. No decorrer do filme acompanhamos o compotamento e as reações das duas moças em relação a um mundo liberal com o qual nunca tinham lidado antes. Sendo em contatos com rapazes e com o reencontro com a problemática irmã mais velha de Maria que já havia abandonado a comunidade antes para viver uma vida desregulada na cidade, as garotas começam a reavaliar involuntariamente seus conceitos sobre fé, liberdade e religião, até o ponto em que terão de decidir se voltam a sua vida antiga ou tomam um rumo diferente.
O legal desse filme é que ele não toma partido para nenhum dos lados, embora seja impossível não ficar irritado as vezes com alguns costumes e ditaduras da comunidade luterana, principalmente quando ouvimos coisas do tipo “que pena que minha filha vai para o inferno”, quando uma delas vai para a cidade.
É legal também a virada dada no final que nos surpreende em consideração ao que estávamos acompanhando no decorrer do filme. Bela fotografia e direção também.

Et Rigtigt Menneske (Dinamarca, 2001)


Aproveitei o embalo pra assistir uns filmes do Dogma 95 que ainda não tinha visto. Só vou falar de um aqui, pois dedicarei um post só para falar do Dogma mais pra frente (it’s gonna demorar um pouco...).

“Et Rigtigt Menneske” significa algo como “humano de verdade” em português. Pelo menos eu acho, a julgar pelo seu título americado, Truly Human. O filme inicialmente conta a história de uma imaginativa garota de sete anos, Lisa, que supostamente tem um amigo imaginário chamado “P” que vive por trás das paredes de seu quarto e que ela acredita ser seu irmão que morreu anos antes no parto. Acontece que Lisa morre em um acidente de carro logo nos primeiros minutos, e para tentar esquecer o trauma do passado, os pais da menina se mudam e destroem o apartamento onde viviam. É aí que a maconha rolou solta na hora de escrever o roteiro: “P” sai dos escombros da casa destruída e agora tem a chance de ser um humano de verdade ao invés de uma fantasia de uma criança, enquanto Lisa passa a ser fruto de sua imaginação, ou melhor dizendo, se tornou uma fada. 
E enquanto você solta um belo “WTF?”, P, agora tenta viver em um mundo complicado e cruel com a mentalidade de quem acabou de nascer. Ao longo do filme, P é explorado, acusado de pedofilia e até mesmo espancado. Total culpa de sua inocência.
Esse filme é sensacional. Uma fábula moderna e ainda uma história sobre perda de inocência, hipocrisia social e relações humanas. A incrível atuação do protagonista Nikolaj Lie Kaas segura o filme inteiro, e o resto do elenco está excelente também (destaque para a mãe de Lisa, que de alguma maneira sente em “P” uma imediata e forte ligação fraternal).
Reparei algumas quebras nas regras do Dogma 95, como o uso indiscriminado de trilha sonora, mas foda-se, isso é o de menos. O que importa é que é um filme que merece ser visto. Com certeza vai te emocionar e te fazer pensar.

Brødre (Dinamarca / UK / Suécia / Noruega, 2004)


Michael e Jannik são irmãos totalmente opostos um ao outro. Enquanto o primeiro é um cidadão exemplar, militar patriota e querido da família, o mais novo Jannik é um rebelde baderneiro e folgado, embora não seja uma pessoa ruim. Apesar das diferenças, os dois tem uma boa relação, o que não se pode dizer de Jannik em relação aos seus pais e à Sarah, esposa de Michael (a bela Connie Nielsen, esposa do baterista do Metallica Lars Ulrich na vida real). As coisas mudam quando Michael é obrigado a ir para a guerra do Afeganistão, sofre um acidente e é dado como morto, quando na verdade é mantido em cativeiro pelos inimigos juntamente com outro soldado.
Após o ocorrido, Jannik se aproxima da “viúva” de Michael e de suas filhas, e começa a fazer uma grande amizade com elas, inclusive ganhando bem mais que a simpatia de Sarah, se é que fui claro.
Quando Michael é resgatado e trazido de volta a sua família, ele já não é mais o mesmo. Traumatizado por ter sido forçado a matar um de seus aliados durante o cárcere, o outrora exemplar pai de família está agressivo, reprimido e obcecado, colocando até mesmo sua família em risco.
Brode é um drama anti-guerra que se sai muito bem ao tentar mostrar o impacto da guerra sobre as famílias. Na minha opinião a diretora Susanne Bier se saiu muito melhor neste do que em seu filme anterior, Corações Livres (do qual falarei no post sobre o Dogma 95, que AINDA gonna demorar...), conduzindo tudo tão bem que o filme não merece ser tido como no mínimo ‘muito bom’. A cena em que Michael é forçado pelos afegãos a matar seu subordinado é muito tensa, considero-a no nível das cenas de roleta russa de O Franco Atirador.
O curioso é que de todos os filmes dinamarqueses que assisti, o ator Nikolaj Lie Kaas, interprete de Jannik, está em pelo menos metade (ele é o protagonista de Et Rigtigt Menneske, o filme acima). Taí um cara que não deve ter tempo de jogar umas partidas de rugby com os tios numa terça-feira à tarde.

Bare Bea (Noruega / Suécia, 2004)


Eu estava deveras com o pé atrás com esse filme. O mesmo tava com a maior cara de filme adolescente besta à la Lindsey Lohan - a trilha sonora “ajuda” muito nesse quesito. Confesso que o único motivo de eu tê-lo baixado foi por ter uma loirinha linda no elenco principal (Kamilla Gronli Hartvig, que por sinal só fez esse filme e sumiu do mapa). A porra toda é sobre Bea, uma colegial que ama escrever e se esforça para, com seus artigos, ganhar uma bolsa para estudar e seguir carreira no Canadá. Além disso, ela é a única virgem de seu grupo de amigas e está afim de finalmente desabrochar para o lado adulto da vida de uma mulher. Ou, em outras palavras, quer dar uma boa trepada mesmo pra sair do atraso (comigo é no popular).
E antes que eu comece a dar ainda mais exemplos de filmes adolescente ruins aqui...  Não, esse não é um filme ruim. Tem todos as situações possíveis de uma comédia adolescente com protagonistas mulheres, como a turma popular, o bonitão objeto de desejo de todas as garotas, etc, etc. Mas ainda não o considero uma película ruim. Talvez o dom que só os escandinavos tem de tornar menos previsível possível situações cinematográficas já predispostas ao clichê tenha garantido uma boa qualidade a obra. Moa já perde a virgindade bem antes do final do filme, e o bonitão popular revela-se um canalha mais pra frente (como é bem mais provável que seja na vida real, e podem me chamar de preconceituoso...) ao invés de realmente ser aquele cara realmente perfeito por dentro e por fora como vi Freddie Prinzle Jr. e outros caras interpretando em alguns filmes por aí...
Com relação às ressalvas, eu realmente gostaria que o final do filme tivesse tomado outro rumo. Particularmente não achei satisfatório, mas não é o suficiente para estragar a película. Um bom filme sem compromisso para você se divertir em uma hora vaga da vida.

101 Reykijavik (Islândia, 2000)


101 Reykjavik foi o único filme Islandês que baixei pra assistir dessa lista. E eu não fazia idéia do que esperar dele, a despeito do fato de haver uma grande possibilidade de ser uma bosta, pois o trailer me passou muito a imagem de um filme do estilo American Pie. Nada contra, mas filmes como esse não me apetecem mais.
Mas “101” vai além daquela bobagem sobre filmes onde jovens se metem em confusões alcoólicas e sexuais sem nexo. É um diário da vida de Hlynur, um sujeito de 25 anos que mora com a mãe e cuja vida se resume a comer, dormir, ficar na internet, se embebedar com os amigos igualmente vagabundos e tentar manter alguma e relação com o sexo oposto. Quando a mãe de Hlynur recebe sua amiga espanhola Lola (a adorável Victória Abril) para ter aulas de flamenco e em seguida viaja deixando os dois sozinhos na casa, Hlynur e a hospede logo sentem uma enorme atração sexual um pelo outro e passam um bom tempo fornicando anti-bíblicamente. Até que Lola revela estar grávida do cara, e pra piorar assume um romance com a mãe dele! Como desgraça é pouco na Islândia, outra garota com quem o rapaz fez sexo casual algumas vezes mas que ele nunca deu a mínima também lhe diz estar estar esperando um filho dele! Percebendo que tá aparecendo mais mulher grávida em sua vida do que em último capítulo de novela das sete, Hlynur entra em colapso de vez.
No decorrer do filme acompanhamos o dilema de Hlynur em lidar com todas essas situações, e mais com o fato de ter de finalmente arrumar um emprego e dar um rumo a sua vida tão sem sentido.
No fim das contas, é um filme muito bom. Esquisito, é verdade, mas talvez aí resida suas maiores qualidades. Tanto os personagens quanto a interação entre os mesmos são ótimos, e o humor se encontra muito mais nos ótimos diálogos do que em situações esdrúxulas e forçadas. A trilha é meio estranha, mas bem bolada. Tem uma musiquinha que toca em vários momentos e é tão marcante que gruda no cérebro de primeira.

Kid Svensk (Finlândia / Suécia, 2007)


No verão sueco de 1984, a pré-adolescente Kirski, também conhecida como Kid Svensk, ganha um concurso de reportagem de uma radio local. Quando sua mãe viúva decide passar as férias em sua casa de campo na Finlândia, Kid fica putinha, mas vai mesmo assim. Na tentativa de driblar ao máximo possível o provável tédio pelo qual passará nessas férias, a menina rouba um rádio gravador da estação e o leva consigo para gravar todos os acontecimentos dessas férias. 
Diretamente do mundo da Lua...
Logo percebemos que este será o verão da vida de Kid, pois é quando conhecerá seu primeiro amor, terá seu primeiros contatos com a noção de sexo, sua travessia pela puberdade e seu acerto de contas definitivo com sua mãe, com a qual nunca se deu bem.
A talentosa atriz de apenas 11 anos Miia Saarinem carrega o filme inteiro nas costas, paralelamente ao que sua personagem faz no filme, suportando um mundo de problemas cotidianos de uma adolescente sozinha. Uma visão agradável e simplória, porém significativa do mundo através dos olhos de uma inteligente, curiosa e precoce garota. É uma grata surpresa, e um pequeno grande filme. 


Sønner (Noruega, 2006)


Sonner conta (também) a história de Lars, um jovem de 25 anos de bom coração e senso de justiça, porém levemente ingênuo, que trabalha como salva-vidas em uma piscina pública. Desconfiado que Hans, um cliente de meia idade do local, está com intenções nada serginhogroismanísticas pra cima do rebelde Tim, um garoto de apenas uns 15 ou 16 anos (que eu me lembre), Lars, que aparentemente já conhece o suposto aliciador de outros carnavais, decide dar uma de detetive e seguir o cara com uma câmera quando este dá uma carona para Tim. Dito e feito, Lars pega ambos no flagra dentro do carro, com o garoto fazendo um blow job (joga no Google Tradutor, ou não...) em Hans, filma tudo e sai correndo. A partir daí, nosso herói entra no dilema do que fazer com a fita e que conseqüências isso trará. Após muito pensar, e com o consentimento do confuso Tim, o protagonista decide entregar a gravação a um repórter que também já foi abusado por Hans para assim ser exibido na televisão como forma de alerta anti-pedofilia. A partir daí cria-se uma polêmica no país inteiro com a exibição do vídeo e até mesmo uma “lenda” sobre um grupo denominado “Grupo Anti-Pedo”, que seria composto por Lars, Tim e mais alguém e que, secretamente, combateria com as próprias mãos a pedofilia no país. Lars começa a receber em sua residência várias cartas de crianças Noruega a dentro pedindo para serem socorridas de pedófilos. Enquanto o rapaz fica com o pé atrás com essa história de “Grupo Anti-Pedo”, Tim começa a se empolgar com a idéia.
Depois que vi esse filme fiquei me perguntando “Por que... POR QUÊ Hollywood não faz filmes assim?? Que fogem dos padrões, que saem daquelas velhas formulas e se jogam ousadamente em áreas pouco exploradas??” Provavelmente os grandes estúdios americanos não tenham peito suficiente para fazer filmes que tratem de um tema tão delicado como este.
Com certeza um dos melhores filmes deste post, se bobear o melhor. Tudo em Sonner funciona perfeitamente: Roteiro, trama, subtramas, personagens, diálogos, trilha, atuações... Tudo. A pedofilia é tratada aqui de maneira muito bem articulada, e nos mostra todos os lados dela. Acreditem, até o lado do molestador é nos dado para refletir. E olha que esse era o filme que eu tava menos interessado em ver, tanto que deixei por ultimo (ainda bem, fechei o ano com chave de ouro). Nem preciso dizer que é altamente recomendável (senão não tava aqui né, Brunô?? Dââ!) e pra assistir mais de uma vez até.

Então é isso, pessoal. Assistí outros além desses, mas esses foram os que mais me marcaram. Espero que tenham gostado e se interessado neles. Até a próxima!

Absssssssssssss

14 comentários:

  1. Cara a imagem título da matéria é excelente!

    bem de mais...uns filems me interessaram, principalmente o do verdadeiro humano.

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  2. Valew parceiro! Eu criei essa imagem "nas coxa", haha.
    Truly Human realmente é um dos melhores filmes citados aqui (my opinion).

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  3. Fala meu camarada! Ando meio sumido do teu espaço, mas agota ando com tempo e estarei sempre passando por aqui.
    Me interessei bastante pelos filmes que vc escreveu. Adoro esse tipo de filmes. Te indico um que não é escandinavo, e da Estonia, mas é sensacional: A CLASSE. Assista se tiver um tempo. Abs!

    http://espectadorvoraz.blogspot.com/

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  4. Oi Bruno!
    Nossa, que lista!!
    Fiquei ansiosa por vários desses filmes, principalmente o último e sobre a história de "P".
    Vc realmente teve um excelente fim de ano, coisa que eu não tive..não consegui assistir absolutamente nada..estou parada e isso me revolta pois tenho pilhas e pilhas de coisas para assistir.
    Acho que vou ter que me afastar do blog para me dedicar mais á isso.
    Hum..então vc conhece X-1999... mas você não terminou de ver a obra porque ela parou no volume 18 do mangá e agora faz mais de 10 anos que o CLAMP (o nome do grupo das autoras0 deixou em hiato sem explicar nada, o que gerou muitos boatos. Pior que elas começam e terminam vários projetos e X continua parado...e sim, Tokyo Babylon tem conexão com X..mas com relação aos três personagens Subaru/Seishiro e Hokuto. De certa forma a hizstória dos personagens de TB é concluida em X.
    AHSAHS eu pesquiso bem os cosplays antes de postar para não colocar aqueles cosplays que "queimam" os personagens kkk....Bom, se vc notar, alguns posts atrás eu fiz finalmente uma sessão cosplay dos meus cosplays..dá uma olhada:http://empadinhafrita.blogspot.com/search?updated-max=2012-01-05T20:54:00-02:00&max-results=2
    Sobre o post de Contos de Fadas...em breve pretendo postar1 Só epsere passar essas semanas que tão meio atribuladas pra mim ai eu posto!! Quero contar com seu comentário!
    bjs

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  5. Grande Bruno! Que bom que você voltou a postar cara.

    No geral, um bom post como sempre, mais o que eu mais penso é: "De onde diabos você tirou esses de filmes escandinavos?"

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  6. Fala Celso! Cara, tb andei sumido, mas agora retornei triunfante (putz!). Eu li essa resenha q vc escreveu sobre o filme A Classe na época q vc postou. Tá anotado faz um tempo.

    Oi Tsu! Pow vlw, então procura esses filmes q vc se interessou, não vai se arrepender de assistir. Aproveita e baixa finalmente Lilya 4-Efer, haha. Eu já tinha visto esse post com os seus cosplays, muito linda, parabéns!
    No aguardo do post sobre Conto de Fadas então, me avisa quando postar heim! bjoss

    Vaew pelo elogio, Kelvin. Voltei a publicar, mas não tenho + tempo para posts semanais. Acho q publicarei uns 2 posts por mês daqui pra frente q tá de bom tamanho. vlw

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  7. Bruno, cara, onde você encontrou esses filmes? Li o post, me interessei, fui procurar os filmes na locadora e não encontrei NENHUM! HAHAHAHA! Pelo visto vou ter que baixar...

    Mas ainda assim, ótimo post! Bem escrito e interessante! \õ/

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  8. Fala Pedrinho! Cara, vc nao vai encontrar esses filmes em locadora NUNCA! O negócio é baixar mesmo, mas estão todos aí na net, prova é q consegui eles. Tb achei todas as legendas para os mesmos (em inglês. Português deve ser mais difícil). Sherdil e Kid Svensk tem no Youtube dividido em partes, é so ir lá procurar. Abraçoss

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  9. E aê, Brunão, tranqs?!

    Dessa lista enorme só assisti a Trully Human no Festival do Rio, e a Sonner.

    Adoro o Dogma 95, cara, filmes como Festa de Família, Idiotas, Reunion, e os da Scherfig, me prendem que é uma beleza!

    Então, quando trabalhei como garçom num cruzeiro eu visitei todos os países da Escandinávia, conheci muitas cidades, todas lindas, mas posso te garantir que as vilas pescadoras da Noruega são o paraíso na Terra (não só o lugar, mas como também em matéria de girls....), e que a Islândia inteira parece um cartão postal de Natal. Sim, cara, eu também sou apaixonado pela Escandinávia (essas coincidências tão me assustando já).

    Cara, texto muito bom, coerente e claro. Meus parabéns!


    "En stor kram!"

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  10. Olá!
    Deparei-me com o seu blog enquanto procurava saber sobre o filme "Fucking Amal", e a sua descrição desse filme me convenceu a assisti-lo.
    Achei também os filmes dessa postagem também muito interessantes. Porem não consigo encontrar a legenda em português de alguns dos filmes que me despertou a curiosidade.
    Você possui a legenda desses filmes?
    *Et Rigtigt Menneske
    *Suden Vuosi
    *Kid Svensk
    Se você tiver algum, ou saiba onde posso encontrar, poderia me responder nesse e-mail? s2.Arashi.s2@gmail.com
    Obrigada.

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  11. fala Márcio, achei q vc rtivesse morrido ou em coma(aquele bem sutil)!
    Então vc conhece a Escandinávia inteira,heim? Te odeio miseravelmente. Papo.
    Eu realmente tive essa impressão da Islândia ao ver alguns documentários sobre o lugar. Lindo. One day, one day...
    Obrigado pelo elogio.

    J.Akemi.N, obrigado por ter gostado do filme Fucking Amal, (relativamente) várias pessoas já me disseram q foram procurar o filme por causa desse post q escrevi. Fico feliz com isso.
    Infelizmente não achei as legendas em pmanja inglês, mas as legendas nesse idioma tem todas na net. Kid Svensk tá todo legendado já no youtube, dividido em partes. Abraços e volte sempre :)

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  12. Por que fui ler esse post? Agora estou curioso para assistir a Sønner e Et Rigtigt Menneske, mas não acho legendas. Mesmo assim obrigado pelas dicas.

    Recentemente assisti a um filme sueco muito bom intitulado Babycall com a ótima atriz Noomi Rapace, talvez seja de seu agrado.

    Valeu.

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  13. Curti muito as tuas postagens sobre filmes escandinavos! Achei que eu era das únicas pessoas que havia percebido como são bons!! Valeu! Peguei umas dicas aqui e posso te mandar outros mais que já vi e gostei muito.
    Abs!

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  14. Que legal Thaís! Me diz os filmes que você acha interessante eu propurar! Abraços

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