terça-feira, 14 de agosto de 2012

6 Personagens históricos / literários e como foram representados em Chapolin



Hellooooooo, is it me you’re looking fooorrrr... *Ca-ham*. Olá a todos. Voltei, para delírio de ninguém. E aqui vos apresento um post que eu queria há deveras tempo escrever, mas andava meio preguiçoso e sem ideia do que fazer. Só sabia que queria falar sobre Chapolin de algum jeito, e como eu sou o macarrão com molho da criatividade, decidi finalmente criar uma lista enumerando alguns personagens históricos/literários blá, blá, blá vocês já leram no título. Sim, pois uma pessoa com uma não-vida tão ativa só poderia pensar num tema absurdo desse para uma lista. Agora chega de papo e sigam-me os bons nessa jornada pelo conhecimento e pela cultura! Porque, sim, Chapolin é cultura, e nos ensina, ainda que de uma maneira totalmente livre e estapafúrdia. Você aprende alguma coisa assistindo Malhação? Creio que não.

Sério que eu comparei Chapolin com Malhação? Que clichê.

Frederic Chopin - O original




Polonista pianês... Digo... Pianista polonês radicado na França, Chopin nasceu em 1810 lá por Żelazowa Wola (what??), e é considerado um dos maiores compositores e pianistas de todos os tempos, juntamente com seus antepassados Mozart, Beethoven e MC Leozinho.
Considerado uma criança prodígio desde... Bem, desde criança, Chopin foi treinado logo cedo no piano por sua irmã, e daí já se via que tinha um grande talento para o babado. Chopisco foi crescendo e se familiarizando cada vez mais com a música, conhecendo e mesclando outros estilos e tal e pá. Despois de um tempo, já era conhecido como “O segundo Mozart”. Sua contribuição para a música é importantíssima, tendo inovado a arte em muitos aspectos. Quando pequeno, era tido como uma criança frágil e sentimental (huuummm), além de já mostrar uma certa pré-disposição para doenças pulmonares, e de fato a tuberculose o levou prematuramente para o próximo plano aos 39 anos de idade, em 1849. True Story.

Mas em Chapolin...

Roberto Bolanõs deve ter um certo sadismo dentro de sí, pois escolheu focar o episódio na fase final da vida de Chopin, quando este já estava sendo consumido pela tuberculoso, sendo que isso não interferia em nada na história que estava sendo contada. Mas tudo bem, pois sua doença rendeu boas tiradas.
Tudo começa quando uma moça quer loucamente casar com um pianista chamado Conde Terra Nova, mas seu autoritário pai não quer permitir, alegando que o músico só estava interessado na fortuna que a donzela herdaria futuramente. Chapolin é chamado para resolver a situação (???). Claro que a melhor maneira de fazê-lo é contar uma história verídica e similar à que estava se passando e que aconteceu a muito tempo atrás. O herói suburbano então começa a contar o caso de Frederic Chopin, especificamente seu relacionamento com Aurora Dupin, mais conhecida como George Sand. Não, Chopin não se amarrava em mulheres de bengala. Vou explicar: Aurora era de fato uma mulher, mas usava pseudônimo de homem por isso facilitar sua carreira de escritora neste meio tão masculinizado e machista da época. Não sei se ela também se vestia com trajes masculinos como no episódio, mas eles realmente tiveram um caso conturbado pouco antes do pianista falecer.
Este é um dos episódios mais comuns exibidos no SBT. Bolaños faz um Chopin eficaz, muito bem caracterizado (os outros personagens assim como os cenários da época também estão) e as diversas situações no ambiente são um prato cheio para gags visuais – o piano, as tossidas do personagem principal, o charuto - e tiradas espertas – Mordomo: “Tem alguém querendo falar com o senhor, mas não entendi se é homem ou mulher” Chopin: “Por acaso não se chama George?” Mordomo: “Sim! Disse que se chama George!” Chopin: “É mulher.” – Mas é o mordomo, tanto na história dentro da história como no plano “real”, que rouba a cena. Interpretado por Carlos Vilagrán, é um sujeito desbocado e piadista que vive tirando sarro dos próprios patrões. Seu eterno chiclete dentro da boca só acentua seu ar de deboche. Achei o final que lhe deram babaca e sem sentido, mas não tira o brilho do episódio.

Bufalo Bill – O original




Esse cara é aquele o qual a maioria das pessoas já ouviu o nome, mas poucas sabem quem realmente era. Pois bem, Willian Frederick Cody, nascido em Iowa em 1842, atuou principalmente na segunda metade do século dezenove, durante boa parte daquele período do Velho Oeste. Caçador nato, ganhou a alcunha de Bufalo Bill por ter matado inúmeros animais da espécie em suas fauno-matanças por aí. Ainda bem que não ficou famoso por matar veados.
Fora caçador, Bill trabalhou na cavalaria americana, já foi ferroviário, gerente de hotel, modelo e atriz. Na verdade era ator mesmo, tendo criado e estrelado, já depois de bem conhecido, vários espetáculos sobre o oeste selvagem americano. O mais famoso deles, Buffalo Bill's Wild West show. Seus mega-espetáculos itinerantes contavam com a participação de índios americanos, atiradores, estrangeiros e o cacete à quatro.
Por essas e outras, Bufalo Bill ficou mais famoso que vídeo de advogada transando e inspirou diversos filmes, quadrinhos e músicas a seu respeito no futuro, figurando entre os maiores ícones do Velho Oeste, como John Wayne, Clint Eastwood e Gary Cooper. Só que na vida real.

Mas em Chapolin...

Este não é um episódio no qual o Polegar aparece apenas no início e no final contando a história do personagem em questão, mas sim no qual participa ativa e inteiramente. Bufalo Bill aqui nada mais é que um vilão, e embora em certo momento mostre uma pequena compaixão pelos índios pele vermelha que é pago para matar, não abandona a figura de antagonista do mal, principalmente pelo plano covarde (e bem estúpido, devo dizer. Mas estamos falando de Chapolin, hora essa) pelo qual tenta executar Chapolin no último ato. O vermelhinho inclusive faz um comentário anti-Bufalo Bill “E não duvide que chegará um dia em que ele até será considerado um herói”. Meu, acho que o diretor desse episódio era de uma religião que considerava os búfalos sagrados ou algo assim! Wathever.
Apesar de não ser excepcional, este episódio é bem engraçado, com ótimas tiradas de Bolaños, como sempre. E o final parece totalmente chupado de um final de episódio do Pica Pau. Também é legal ver o código de honra do herói, na parte em que ele diz que é errado matar qualquer ser humano, por pior que ele seja. Bruce Wayne kibador! Ou o contrário.
Há ainda menções no episódio a Marlon Brando e até ao Pensador de Rodin (?). Bufalo Bill é mostrado de maneira caricata e distorcida (não que eu ache que ele tenha sido esse herói todo que a história mostra), mas mais uma vez nosso camarada Don Ramon faz um trabalho de classe, apresentando um vilão engraçado e com excelentes falas. “Onde eu ponho o molho, ponho a bala! Digo... Digo... Onde ponho o repolho, ponho a sala! Digo... Digo... Onde ponho o olho, ponho a bala!”

Bolaños também tentou fazer sua versão deste Bufalo Bill e a série foi cancelada.


Cyrano de Bergerac - O original


Apesar de ter um nome que mais parece ter sido tirado de um personagem híbrido de Mortal Kombat, o camarada de nariz elefantizado aí vem de uma famosa peça de teatro escrita em 1897 por um tal de... peraí, deixa eu dar uma olhada aqui no Google... Edmond Rostand, e foi baseada em um cara que existiu de fato. Agora senta que lá vem histórinha: Nosso amigo nasceu em Paris em 1619. Poeta, músico, escritor de sucesso, militar e um cara especialmente estressado (oi?), participou de inúmeros duelos em sua vida, reza a lenda que muito por causa das sacanagens que faziam com o tamanho da sua napa, algo que ele jamais permitia. Levou uma fama não totalmente confirmada de gay durante a vida toda.
Certo dia, enquanto passava por uma construção, uma viga caiu em sua cabeça, o que o deixou bastante doente e o levou a óbito um ano mais tarde. Não, essa ainda não é a parte da sátira do Chapolin. Cyrano de Begerac, um baita cabra macho pra caralho, chutador de traseiros e bebedor de toddynho, morreu desta maneira.

Mas em Chapolin...

O episódio começa tradicionalmente com um cara solitário (Ramon Valdez) em uma mesa evocando Chapolin para auxiliá-lo em sua insegurança. O sujeito marcou um encontro às escuras com uma garota, mas está com medo de sua aparência não agradá-la. Para provar que o que importa é o interior (então vou sair da cidade grande... er, esqueçam), Chapolin começa a contar o causo de Cyrano.
A narrativa foca naturalmente na peça, na qual o herói ladrão de oxigênio (Valdez novamente) é apaixonado por sua prima Roxana (Florinda), mas como é frouxo que só vendo não tem coragem de se declarar, perdendo as chances de sair da friendzone. E de cometer o pecado do incesto. Cyrano acaba de chegar a Paris de uma de suas batalhas. Após mais uma tentativa falha de se declarar à prima, vai beber com os amigos e toma conhecimento de Cristiano de Neuvillette (Bolaños), que nada mais é do que um bully que fica enchendo o saco de Bergerac com piadas sobre sua napa, a maioria delas muito boas (“Você é americano?” “Não, por quê?” “Não nasceu no Narizona?”). Como não admite piadas sobre seu tobogã de piolho, Cyrano desafia Cristiano a um duelo, do qual sai perdedor, mas tem sua vida poupada pelo nanico que, apesar de ser um bully, é um bully de bom coração. Acontece que, oh! As ironias do brincante destino, Cristiano é o alvo do amor de Roxana. Comovido com a nobreza de seu quase algoz e preso à convicção de que Roxana jamais o aceitará pelo tamanho de sua tromba, nosso herói decide ajudar Cristiano à conquista-la, já que possui o dom da palavra, do qual o outro é totalmente desprovido. A ideia é dar a letra a Cristiano para este fingir que as pelas palavras são suas e conquistar a donzela (bem, ela já é afim dele, mas deixa pra lá). As confusões que Cristiano faz com as palavras de Cyrano na hora de se declarar são muito hilárias (De “és como uma rosa despida de espinhos” à “és como o arroz fedido dos meus vizinhos”).
Apesar dos poucos cenários – no caso só dois, a praça e o bar – é um ótimo episódio. Apesar do tom de paródia, Ramon interpreta Bergerac com uma seriedade e naturalidade incríveis, de fato passando a ideia de um cara amigável e popular, mas ao mesmo tempo tímido e nervoso. Bolaños também está ótimo como Cristiano. A história dentro da história termina bem, mas o episódio em si acaba, já de volta à Chapolin e o rapaz do encontro às cegas, quebrando toda a bela moral que tenta passar em nome do humor. Mas foda-se o politicamente correto, ficou engraçado! Quer ver coisa politicamente correta, vai assistir Everwood.

Guilherme Tell – O original


A existência real de Guilherme Walter Tell é ainda muito questionada. Provavelmente ele nunca tenha existido no nosso plano, mas alguns suíços meio xaropes ainda acreditam que ele deve ter pisado neste planeta em algum momento. De qualquer forma, o personagem ficou famoso mesmo pela lenda surgida no século XV e pela peça escrita pelo poeta alemão Friedrich Schiller, e é nelas que iremos nos apegar.
Corre à boca pequena que Guilherme nasceu na Suíça, no pequeno povoado de Bürglen, que fica próximo a Uri, que por sua vez fica lá na Ninguemseinteressolândia.
Pai de família exemplar, caçador nato e expert no domínio da flecha e da besta, que é essa arma aqui, que talvez você já deva ter visto em filmes como Lancelot: O Primeiro Cavaleiro, A Vingança do Mosqueteiro e outras ruindades do gênero.
Certo dia, Gessler, prefeito do vilarejo de Altdorf, decidiu colocar um chapéu em um mastro para que todos os cidadãos que passassem por ali se curvassem diante do objeto como demonstração de respeito.
Um belo dia Guilherme e seu filho visitavam o tal lugar e Guilherme fez o mesmo que Baby do Brasil faz quando lê listas de nomes decentes para se colocar nos filhos: Cagou e andou. Como punição, Tell foi preso e no dia seguinte, o colocaram para acertar com uma besta uma maçã na cabeça de seu filho à uma distância considerável. Seria sua única chance de não ser punido com a morte. Após o sucesso no desafio, Guilherme mesmo assim foi acusado de trapaça, preso e mandado num barco para exílio, barco do qual ajudou a salvar de um naufrágio. Após isso, Guilherme foge e volta para se vingar de Gessler. E depois ainda inventou o telefone. Ah, não! Esse foi outro cara...

Mas em Chapolin...

A história de Guilherme aqui foi representada em uma esquete de nove minutos. E com tempo curto, só a parte mais famosa da lenda foi contada, ou seja, a do chapéu, do filho, da maçã e tals. Bolaños interpreta Tell, aqui desajeitado e gracioso, Maria Antonieta de Las Nieves seu filho Walter, Ruben Aguirre faz Gessler e Ramon Valdez o puxa-saco do prefeito. Nesta versão Guilherme Tell não parece nada heroico (ok, a peruca ridícula não ajuda muito), e apesar de carregar a fama de ser um dos maiores arqueiros do mundo, dá a entender que muito de seus sucessos foram conquistados com a sorte.
Aqui o arqueiro usa uma flecha e não uma besta, como conta a história. O desenrolar todo acontece de uma só vez, praticamente em tempo real. No fim, o medroso arqueiro consegue acertar a flecha na maça por soltá-la durante uma pequena distração.
Gravada toda em um único cenário de estúdio, esta esquete data de 1978. Chapolin não aparece em nenhum momento, mas é mencionado por um dos personagens. Econômico ao extremo, o episódio se sustenta nos diálogos engraçados. Maria Antonieta está excelente como o filho levado de Tell. Adoro quando ela faz papel de garotos (Vide o episódio O Menino que Jogou fora os Brinquedos). Bolaños e Aguirre estão acima da média como sempre, mas é o personagem de Ramon Valdez que mais brilha aqui na minha opinião. Puxa-saco, autoritário, mas ao mesmo tempo medroso, desengonçado e ainda um galanteador barato (a cena em que olha e sorri pra câmera após beijar uma moça é impagável). E como eu pago pau pro Valdez, putz grila! Mas vocês querem que eu faça o quê? O cara era FODA!!

Cristóvão Colombo - O original

Égua...
Ao menos que você tenha faltado a essa aula de história pra jogar CS na lan mais próxima, deve saber que Cristóvão Colombo foi um grande explorador e navegador genovês do século XV, que apostou com o rei Fernando de Castela todos os seus cards do Ben 10 que conseguiria chegar às Índias através do oceano Atlântico. É, pois naquela época não existiam o Cine Privê nem filmes com a Kate Winslet, então a única maneira de ver mulheres com peito de fora era se lançar ao mar.
Composta por três caravelas, a frota de Colombo partiu da Espanha no dia 3 de agosto 1492, e  depois de alguns enormes contratemos como tempestades, mortes e motins por parte da tripulação, finalmente chegou a São Salvador, passando depois por outras ilhas como Cuba e Haiti. O explorador ainda fez umas duas ou três viagens para desbravar mais áreas da região, como Dominica, Guadalupe, Porto Rico e Jamaica. Pena que após sua ultima viagem em 1504 tenha caído no anonimato, e morreu apenas dois anos depois, sozinho e, corre pelos bastidores, meio xarope das ideias. Um fato curioso é que Colombo morreu sem saber que havia descoberto um novo continente, achando apenas que havia chegado à um anexo remoto da Ásia.

Mas em Chapolin...

O episódio começa com em uma espécie de NASA mexicana e falida onde um cientista tenta provar para seu superior que conseguirá chegar a Marte por um novo caminho, ideia que é rejeitada pelo chefe por este acreditar que o astronauta se perderá no espaço. Então é claro que Chapolin é chamado para resolver a situação. E eu não sei como diabos eles acham que o Polegar resolveria esse tipo de situação, ele por acaso é um negociador? Um diplomata, ou algo assim??? Enfim. Para encorajar o Seu Madruga a deixar o rapaz cumprir seu objetivo de tentar chegar ao planeta vermelho, Chapolin conta a história de Cristóvão Colombo, e é quando esta caixinha mágica e eternamente peralta chamada televisão nos transporta para um cenário totalmente diferente. Agora estamos na sala do rei da Espanha, que acaba de descobrir que sua esposa empenhou suas joias para financiar a viagem de Colombo em busca das tais índias. Ponto positivo em veridicidade, pois realmente foi a Rainha Isabel quem ajudou o navegante em sua aventura. O Rei da Espanha (Valdez) se opõe, e eis que Colombo (Bolaños) entra, andando de uma maneira muito engraçada, diga-se de passagem, e tenta convencer o Rei de que sua empreitada dará certo. E maior parte do episódio se concentra nisso. Há uma breve passagem mostrando a viagem em si, com um dos tripulantes da embarcação reclamando sobre a escassez de comida (“Quero informar que a tripulação está com fome”) e com Colombo de fato chegando acidentalmente ao continente americano. Mas como a maior parte se passa mesmo no palácio, o episódio se sustenta mesmo nos diálogos, com várias piadas com a maçã, com a qual Colombo tenta convencer o Rei de que a Terra é redonda e não plana, e com o mapa que não consegue se sustentar desenrolado e cujos detalhes se confundem com fezes de mosca! Quando Chapolin termina de contar a história, o comandante lhe avisa que durante sua dissertação ele já havia dado permissão ao astronauta de decolar. O que é estranho, pois todos estavam ali ouvindo a história e COMO CHAPOLIN NÃO PERCEBEU ISSO???? Não importa. É outro dos episódios mais comumente exibidos por aqui. Atuações legais, piadas bem ok, haha. Próximo.


Ok, eu já esperava economia por baixo orçamento, mas puta que o pariu...

Don Juan Tenório - O original


Don Ruan Tenório é uma figura semilendária – ou seja, não se tem certeza absoluta de sua existência, assim como não se tem certeza do meu conhecimento sobre a palavra “semilendária” – que viveu por Servilia na Espanha faz tempo pra caralho. É conhecido por seu talento com as mulheres. Tido como um galanteador barato, charmoso e infalível, ainda era inescrupuloso e um panaca de meia tigela, que enganava e usava as mulheres para depois desprezá-las. Parece que até rolavam uns sequestros e estupros no meio da porra toda.
A despeito desses “detalhes”, Don Ruan tem sido ao longo dos séculos inspiração para romancistas do mundo todo, e suas histórias, sejam na literatura, pintura, cinema, etc, apresentam as mais variadas versões do personagem. Gente famosa como Alexandre Dumas, Lord Byron e Miguel de Cervantes já deram suas cutucadas no conquistador, e olha que ele não se amarra na fruta.

 Mas em Chapolin...

Taí um episódio de Chapolin que todo fã deveria obrigatoriamente ver! Ele já começa com o herói apresentando brilhantemente a história que seria contada a seguir, não como foi, mas sim como poderia ter sido. A seguir vemos Don Juan (Bolaños) e seu amigo / rival Don Luís de Mejía (Ruben Aguirre) em uma cantina de hotel apostando se o protagonista consegue conquistar o coração da devota dona Inês (Florinda Meza). Após acontecimentos hilários envolvendo uma luta de espadas entre Tenório e o Comendador (Edgar Vivar) e uma baranga asquerosa e manca interpretada por Maria Antonieta de Las Nieves, o cenário muda para um cemitério no ultimo ato (parte famosa de boa parte das histórias originais envolvendo Don Juan), onde os personagens, agora em suas versões fantasmagóricas, se deparam com um coveiro muito hilário interpretado por Don Ramon e sua música que gruda de imediato na cabeça:” Não tava morto, só andava falecido...”.
Esse episódio é bem mítico aqui no Brasil, pois apesar de ter sido gravado em 1976 e ter sido comprado pelo Sbt junto com as antigas safras de episódios, tendo sido devidamente dublado, só foi ao ar pela primeira vez em 2006! Sem explicação pela qual um episódio tão bom ter ficado tanto tempo trancafiado no cofre do Silvio Santos.
O mais legal desse episódio é que TODOS os diálogos são rimados, e nisso devemos dar os parabéns tanto ao roteiro original quanto aos dubladores brasileiros, que conseguiram construir várias tiradas geniais (“Não sei se é fato ou fita, não sei se é fita ou fato, o fato é que ela me fita e eu a fito de fato”).


Então é isso. Arf, arf, cansei. Eu ia falar de mais alguns como Leonardo DaVinci, Cleópatra, mas além disso aqui ficar mais longo do que já está, eu tenho um cachorro pra alimentar. Sacumé. Então espero que tenham gostado, e me desculpem se cometi algum erro histórico ou chapolinórico. Foda-se, não sou professor. Até a próxima galeunra! Abssssss

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