sexta-feira, 28 de setembro de 2012

10 filmes que todo mundo acha bons, menos eu, AND WHY

Spielberg e Cruise nos bastidores de um filme caseiro

Eu tava em casa sem muita coisa pra fazer então decidi que queria ser odiado um pouco. Então resolvi fazer uma lista de filmes os quais eu não consigo enxergar nada ou quase nada de valor, mas que misteriosamente vocês humanos deram o selo Inmetro de qualidade. Bom, aposto que todos vocês tem aquele filme que todo mundo parece adorar, mas você acha uma verdadeira bomba, e tem até vergonha de admitir e passar por estúpido. MAS NÃO EU!! Portanto, talvez este seja o post que vocês mais odeiem, desprezem e queiram chamar o Protogenes para tentar proíbir meu blog após lerem tantas infâmias. Mas estamos aqui pra isso mesmo, então para baixo e avante...

10 - Platoon



Eu não propriamente odeio Platoon. Na verdade até reconheço as coisas legais que o filme tem. As cenas de batalha são bem feitas, Willen Dafoe está demais, Tom Berenger está sombrio como nunca, blá blá blá, blá blá blá. Ponto final. Eu não consigo deixar de vê-lo como um filme de guerra morno, e o fato de ter virado um filme tão cultuado dá nós no meu cerebelo. Algumas coisas são legais, como os conflitos ideológicos e de personalidade entre Dafoe e Berenger e a “n00bzagem” do jovem Charlie Sheen, mas não tem muita coisa empolgante acontecendo. Também tem personagens demais. Ok, em filmes desse tipo isso é natural, mas com exceção do trio principal nenhum deles é bem aproveitado. Gosto muito do Forest Whitaker, mas assim que o filme acabou em já não lembrava o que tinha acontecido com ele. E recordo de ter visto Johnny Depp em no máximo duas cenas.
Sei lá, talvez depois de ter visto filmes de guerra realmente fodásticos como Apocalipse Now e Nascido Para Matar, eu esperava mais de um filme tido como um clássico do gênero. E Nascido em 4 de Julho, por exemplo, que  é outro filme de guerra que Oliver Stone fez depois desse acho bem mais interessante.

9 - Kill Bill Vol. 2


Eu poderia ter escolhido tranquilamente Bastardos Inglórios no lugar deste, já que gostei bem menos ainda. Mas desgostei tanto que tentei apagar o filme da memoria e sobrou bem pouco dele para que eu pudesse escrever algo aqui. Agora, eu adoro Tarantino na maioria das vezes (entre meus favoritos dele estão Pulp Fiction, À Prova de Morte e o próprio Kill Bill Vol. 1) e estava super ansioso pela continuação de um dos seus filmes mais fodônicos. É, dei de cara no chão. Ok, o filme tem muitos momentos bons: O passado e treinamento de Beatrix, fotografia e cenários melhores ainda que do primeiro, Michael Madsen e Darryl Hanna em provavelmente suas melhores performances e David Carradine perfeito como Bill. Tava mó empolgado pra ver esse filme (em DVD, na época que eu ainda via vídeos nesse formato...), mas aí o filme começou. Lento. E os minutos foram passando. Lento. E diálogos arrastados, longos e... Zzzzzzzz.... Mary Elizabeth Winstead na minha cama... ZzzzZZZzzzZ.. nhamnhamnham... ZZzzz...
Ops! Foi mal galera, só de lembrar desse longa já me deu sono! Vamos continuar...
Pois é, e não pensem que eu sou um boboca de ½ tigela marombado que só espera explosões e efeitos do cinema, mas de um filme como esse... Porra, era mais ou menos o que eu esperava sim!! Pena que a maior parte do que vemos na tela é o que eu descrevi acima: Longos diálogos que parecem bem desnecessários e toda hora a expectativa de uma baita cena arrasa quarteirão que nunca se cumpre, afinal, o confronto decisivo tão esperado entre a noiva e Bill, que eu pensei que seria ultra-uber-plus épica, é broxante e não dura nem uns dez segundos. Até mesmo a luta entre a protagonista e Elle Driver, que seria o ápice do filme (e isso segundo o próprio Tarantela) é extremamente curta, apesar de ser bem boa e ter um ótimo desfecho.
Enfim, achei o primeiro filme supimpa, e talvez não estivesse preparado para a atmosfera mais introspectiva e parada que este segundo iria propor, achando que teria o mesmo ritmo do anterior. Mas se vier um terceiro como clamam os boatos, estamos na área!

8 - Os Brutos Também Amam




Esse filme não é uma boooooosta. Mas, caralho, como adoro westerns, fui ver esse filme achando que era o ultimo lançamento da Ferrari, e no final das contas me senti no banco do passageiro de uma Brasília. Como eu disse, ele não é tão ruim. Suas maiores qualidades residem nos figurinos, nas fotografias, nos belos planos de câmera... e só! Na verdade o filme é só ou no mínimo principalmente sobre isso. De resto sobre uma história rasa e monótona, um herói cafona e uma criança chata. Aliás, poucas vezes ou vi um criança tão irritante em filmes quanto aquele garoto loirinho, puta que nos pariu! E olha que criança escrota é o que mais tem no cinema. A maneira como ele fala e age como um adulto, e tagarelando o tempo todo... Argh! Irritante deveras. Principalmente no final, quando Shane está indo embora e o filhote de capeta berra interminavelmente para o herói. Torci muito para Shane se virar nessa hora, dar um tiro na testa do fedelho e dizer “Calaboca, moleque féla da pota!”. Infelizmente a magia do cinema não aconteceu nesse momento.
Acho que o único momento que me impactou foi a cena em que o vilão Jack Wilson mata um coitado que o desafia na lama. Aliás, o vilão está cartunescamente caracterizado (o que achei legal até), todo vestido de preto para simbolizar o mal. Se não me engano Calos Vilagran o homenageou em um dos vários episódios de Chapolin que se passam no Velho Oeste.
Fora isso, nem o confronto final empolgou. Um western bem regular. Não entendi porque virou tão cult, mas segue a vida.

7 - Quase Famosos


Esse foi o ultimo filme que eu decidi por na lista, e estava bastante em dúvida entre ele e Crash – No Limite. Mas, graças a Deus e ao bom senso mínino que resta neste planeta, Crash tem uma parcela bem grande de odiadores, então não se encaixaria muito bem aqui.
Bom, Quase Famosos falha onde 99% dos filmes sobre rock falham. O desleixo principal que levou Rockstar, Runaways e tantos outros à caírem na pegadinha do Mallandro é o enorme clichê utilizado como se assim fosse na vida real: O longa foca em apenas alguns personagens, enquanto outros que no mundo real supostamente teriam a mesma quantidade de falas e cenas são ofuscados. E se os outros filmes do gênero focam mais obviamente no vocalista e deixa os outros membros da banda como meros coadjuvantes monossilábicos, este vai por um caminho um pouco diferente, já que é o Guitarrista quem recebe mais destaque no roteiro (E mesmo mudando o foco, este clichê consegue a proeza de permanecer detestável), que deixa o vocalista com menos falas, o baixista com menos ainda, e o baterista... bem... Esse é um caso grave no filme, já que o bicho não dá um piu nem em momentos bem necessários, como quando toda a banda grita um hino qualquer antes do show e o bicho fica com a boca fechada (Jezzz). O cabra só abre a boca em um único momento supostamente engraçado daqueles para constar no trailer.
Mas este filme está repleto de outros motes batidos do cinema, como quando boa do elenco está junta e um deles puxa uma música Elton John (excelente escolha para um filme sobre Rock N’ Roll, não?), então todos começam à cantá-la em um momento tocante da fita (tô com uma lágrima escorrendo aqui só que não). E mais a personagem de Kate Hudon, Penny Lane – Sim, ela tem o nome de uma música dos Beatles, creio em Deus Pai – que nada mais é do que uma típica groupie vagaba da banda que tem um rolo desinteressante com Billy Crudup e com a qual o roteiro nos tenta simpatizar, esquecendo-se “apenas” de nos dar motivos para tal.
Completam o elenco de chatonildos o protagonistinha William Miller, um estudante que acompanha a banda durante sua turnê e que de tão quadrado e facialmente retardado poderia muito bem ter sido representado por Michael Cera, e Laster Bangs, radialista especializado em música vivido por Philip Seymour Hoffman, que é um ator bem foda, mas que aqui interpreta um personagem tão escroto, mas Tão escroto, que putz! Sabe aqueles típicos velhos roqueiros que falam mal de tudo por terem mais experiência na área que o resto do mundo? Pois é. Pertencem à ele algumas das piores falas do longa, que não são poucas. Na salada toda, salva-se a trilha sonora, o que é mais que obrigatório para um filme desse gênero.

6 - Aliens: O Resgate


Eu sei, esse filme é cultuado pra caralho, mas eu tô dando descarga pra isso. Acho o primeiro Alien sensacional, provavelmente o melhor terror espacial já feito (apesar de até hoje eu achar o modus operandi da criatura em si meio fraco, mas isso é outra história). Daí veio a sequencia. A direção passou para as mãos de James Cameron, que agora introduziu mais liens, mais ação, mais cenários, enfim: Um filme mais Hollywood. Um filme mais James Cameron. Apesar das boas ideias e dos bons personagens introduzidos (A Rainha Xenoformo, Bishop), este filme me irrita em muitos pontos. A começar pela garotinha Newt. Ok, vamos por partes porque tem muita coisa errada com essa menina. Primeiro, a cena em que Ripley a encontra no planeta Não-Lembro_o_Nome 350 XT, a garota, única sobrevivente do ataque dos aliens, ao invés de dar graças a Deus que finalmente à resgataram depois de um mês, simplesmente entra em desespero e tenta fugir da protagonista, dando esparros do tipo “Let me go!” e “Don’t touch me!”. Serio, depois de tanto tempo isolada e fugindo de monstros, a reação de uma criança ao ver seres humanos REALMENTE seria essa??? Me beija, Cameron. Aliás, por que diabos a mesma menina não larga a porra da boneca NUNCA??? É pra dar algum efeito sentimental no espectador? De novo Cameron, porra! Como você conseguiu cair num clichê desses? O pior é que nem o argumento de que a garota se sentiria segura com o brinquedo (afinal, é uma criança) seria válido, já que em uma conversa com Ripley, Newt confessa que sua boneca não passa de um pedaço de plástico. Vai entender essas crianças dos anos 80.
E em uma cena perto do fim, quando Newt é finalmente pega por um xenomorfo, Ripley berra: “Vamos atrás dela! Ela está viva! Eles não matam!”. Ok, ela estava se referindo ao fatos dos aliens as vezes usarem humanos como hospedeiros, agora... Eles não matam? ELES NÃO MATAM???? PORRA, ELES PASSARAM A PORRA DO FILME INTEIRO MATANDO PESSOAS, COMO VOCÊ PODE DIZER ISSO???? COMO PODE PELO MENOS PREVER QUE NÃO IRIAM MATAR NEWT??? Dafuq!
Ok, chega da menina, vamos aos coadjuvantes. Eu sempre digo, (ok, penso) que deve-se ter muito cuidado ao usar soldados como personagens, pois corre-se um grande risco desses se tornarem estereotipados, esquecíveis e parecidos demais. Cometeu-se esse erro em Estrada Madita 2, Duas Torres, e vários outros. Mas em Aliens, Cameron parece querer justamente extrapolar ao máximo a detestabilidade de tal clichê, criando personagens transbordando testosterona (inclusive a mulher) e diálogos e piadinhas que te farão querer ligar a tv para ver o concurso de stand up da Ana Hickman. É quase impossível diferenciar o Bill Paxton ali no meio.
E após um final onde Ripley enfrenta a rainha com um robô que até causa certo impacto visual, mas que na praticidade se torna falho (é tão lento que seria mais fácil para a heroína enfrentar o monstro “à pé”), eu já tinha motivos o suficiente para achar esse filme bad, very bad. Próximo.

5 - O Resgate do Soldado Ryan




Já é o segundo filme de guerra da lista. Sério, eu gosto do gênero, pena que Spilberg conseguiu me desiludir um pouco do gênero com seu oscarizado filme de 1998. A lógica de vários homens arriscarem suas vidas para salvar apenas uma não me convenceu em um filme que se autoproclama tão realista, mas isso é o de menos. Os problemas maiores desse filme são uma constante no cinema de Spilberg: A licença poética para criar impacto visual ou dramático, mesmo que isso sacrifique a lógica ou algum personagem. Como por exemplo, a cena em que um jovem soldado leva um tiro no capacete e tem sua sorte elogiada por seus colegas. Mas ao tirar o capacete logo no mesmo instante, outra bala acerta-o na testa e desta vez, obviamente, ele morre. Sério, era pra ter alguma graça nisso?? Achei que um filme que estivesse focando tanto no ser humano não apelaria para uma gag tão barata como essa. Outro exemplo na mesma linha é quando Tom Hanks e seus aliados encontram o soldado Ryan errado e lhe falam da morte de seus irmãos, e mesmo quando o mal entendido é esclarecido, o “falso” Ryan continua chorando feito uma gazelinha pedindo para voltar pra casa. Outra cena que mostra esse defeito do Spilberg é no diálogo entre Tom Hanks e Matt Damon, quando este ultimo lembra uma situação que aconteceu com ele e seus irmãos na sua infância para tentar lembrar dos rostos deles. Lembro que vi esse filme quando era bem novo e já na época achei a cena descrita por Damon extremamente absurda, parecendo mais ter sido tirada de um filme dos irmãos Farrelly.
Além disso, a cena de ação inicial é uma das mais interminavelmente longas e insuportáveis que já vi. Nunca vi uma câmera tremer tanto. Há outras formas de demonstrar realismo excessivo, cacete!
Enfim, uma pelicula longa e entediante que não me agradou.

4 - Jogos Mortais




Apesar de ter colocado o primeiro filme da série aqui, considero-o o menos pior dos sete. Mas como é o mais famoso, elogiado e emblemático, escolhi-o para representar a franquia inteira. Tal esta que nunca me desceu. E olha que eu adoro filmes de terror gore, cresci assistindo essas porcarias, e devo dizer que Jogos Mortais teve um papel importante ao resgatar o cinema de terror realmente terrorzão nos anos 2000, já que nos anos noventa o gênero estava dominado por copias baratas de Pânico, com pouco sangue, poucos peitos e adolescentes de 25 anos fazendo burrices e sendo assassinados com uma facada ou duas.
Mas apesar disso, Jogos Mortais sempre se mostrou decepcionante pra mim, e à cada filme foi piorando. O motivo que mais me incomoda talvez seja o fato dos realizadores pregarem “subliminarmente” que a humanidade está fadada ao fracasso – o que é odioso - já que em todo santo filme o vilão sempre vence, mais por uma atitude estúpida e egoísta do mocinho no final do que por qualquer coisa. Subsequentemente, os longas se tornam previsíveis justamente por tentarem não o ser, através de suas reviravoltas no final (não adianta torcer pro herói. Jamais!). E então o vilão: Jigsaw surge de uma proposta interessante e profunda, mas não dá prá levar a sério o lenga-lenga de um cara que diz nunca matar ninguém, e sim dá a oportunidade de escolha para suas vítimas. Ora, não lembro dele ter dado chances tanto para Amanda quanto para seu namorado, neste caso ou era um ou outro. E esse é só um dos mil exemplos que eu poderia citar. Mas aí você diz: “Porra, Bruno! Você não é fã de Sexta-Feira 13, Halloween e outros filmes de terror que são bem mais absurdos??” Sim, mas o problema é que Saw tenta se levar à sério demais, e é por isso que a filosofia de seu vilão cai no ridículo. Sexta-Feira 13 é algo tão errático, bagunçado e despretensioso que dá a volta e fica bom, por ser entretenimento descabeçado, um terror divertido.
Em Jogos Mortais tenta-se dar uma toda uma psicologia aos personagens para depois jogar tudo pelo ralo. Ou você acha que a atitude do Dr. Gordon no final do ultimo filme corresponde à sua personalidade mostrada no primeiro?? Arfff.

3 - Sherlock Holmes: O Jogo das Sombras


Se você analisar com bastante atenção, vai perceber que a sombra na parede é Photoshop.

Um filme recente que teve uma excelente recepção, o que me deixou desiludido com a parcela cinéfila da humanidade. Sério, eu estava bem ansioso para ver este filme. Sou fã do personagem, adorei o primeiro filme (embora não o ache perfeito), mas quando vi esse... Fiquei bastante decepcionado. Na verdade fiquei ultra frustrado. São muitos os problemas. Para começar, Guy Ritchie insiste em transformar o personagem numa espécie de James Bond, o que ele definitivamente NÃO é. Isso ficou um pouco perceptível no primeiro filme, mas ali Ritchie conseguiu segurar sua necessidade de ousar mesmo trabalhando em cima de um personagem tão clássico. Claro que ele deu uma recauchutada no herói e na dinâmica daquele universo todo para agrado do público atual (como cenas de ação desnecessárias e tal), mas tudo no limite do aceitável. Já neste novo, o diretor parece ter esquecido de vez a atmosfera original de Sherlock e transformou seu filme numa peça de espionagem com quase nenhum suspense e conteúdo, apostando no visual para compensar seu vazio e deixando o lado detetivesco em segundo ou terceiro plano. Neste filme, como um bom personagem de Iam Fleming, o detetive viaja por vários países da Europa. Não é meio claro que Holmes combina muito mais com aquele clima sombrio e semi-gótico da Londres do século dezenove que o primeiro filme empregou tão bem?
Outro problema e prova de que Ritchie quer transformar Sherlock em uma espécie de antepassado do 007 foi a troca desnecessária das “Holmes Girls”. Michelle Williams tem uma participação bem pequena e decepcionante, sendo logo substituída por uma Naomi Repace sem graça e deslocada como parceira de aventuras de Sherlock e Watson. Pra que isso? Será que personagens femininas em filmes como esse são tão descartáveis que logo tem que ser substituídas para o longa não perder a graça? É esse tipo de cinema machista e dogmático que temos que aguentar? Onde as mulheres são meros objetos, seja objeto de ação, sexual ou meramente estético e nunca podem ocupar um papel mais profundo e duradouro em um filme de gênero? Se fosse para mudar a personagem feminina, ao menos usar Mary, esposa de Watson, teria sido uma escolha melhor, já que a mesma é muito mais carismática. Ahh, mas ela já apareceu no primeiro filme! Tinha esquecido...
E se a luta final entre Sherlock e Moriarty no conto O Problema Final é dramática e verossímil, aqui ela é tosca e não me convenceu.
Nunca fui fã de Guy Ritchie (não gostei de Snatch, parei de assistir Rock N’ Rolla aos 20 minutos de filme, etc), mas não esperava me decepcionar tanto. Para fazer justiça, existem alguns bons momentos, como as cenas e diálogos cômicos envolvendo Holmes e Watson, e a inclusão do ótimo Mycroft, irmão mais velho do protagonista. Mas isso, claro, é muito pouco pra limpar a bagunça.

2 - Minority Report – A Nova Lei


Sim, mais um do Spilberg. Aguentem. Aliás, ainda bem que essa parceria do diretor com Tom Cruise não se tornou prolífica, pois resultou em péssimos trabalhos (este aqui e Guerra dos Mundos). E como em Guerra dos Mundos, Cruise interpreta um personagem sem graça e família, embora aqui a família ele já perdeu, pois seu filho sumiu misteriosamente e sua mulher o abandonou. Ah, sim! Ele é John Anderton, um policial vivendo em um futuro não muito distante onde os crimes por homicídio podem ser previstos e impedidos graças à Precrime, uma organização de Washington que conta com a ajuda de três precogs que preveem quando assassinatos vão acontecer (e não preveem mais nada além disso) e trabalham como escravos em tão divisão. O oficial no comando é Cruise, que fica com o Cruise na mão quando os precogs preveem que ele será o executor do próximo assassínio. O heroizinho foge a tempo de ser pego e passa o filme tentando descobrir porque os videntes o acusaram de um futuro assassinato.
Este é mais um dos bilhões de filmes baseados livremente em um conto de Philip K Dick. Apesar de ter uma premissa interessante, esta é totalmente esquecida logo no primeiro ato, já que o conceito de prever os crimes antes deles acontecerem e impedi-lo só é utilizado uma vez no filme, logo no início. Daí o longa passa a ser mais um daqueles filmes de perseguição onde Tom Cruise tem que correr contra o tempo para desvendar / impedir / fazer alguma coisa (tal qual Jack Bauer, ele não utiliza o bathroom jamais). É incrível o quanto os personagens são esquecíveis e desinteressantes nesse filme. Incluindo o protagonista e o veterano Max Von Sidow, que outrora já brilhou nos filmes do Bergman e aqui tá mais apagado que a estrela do Vinny Mexe a Cadeira. Ok, apenas dois personagens conseguem se destacar aqui, que são o de Peter Stomare, que faz uma pequena mais marcante participação, e o de Colin Farrell, o agente Danny Witwer, astuto, sarcástico e sempre desconfiado. Um personagem que rouba a cena sempre que aparece, mas morre de maneira inglória e patética no meio do filme. Nunca entendi o proposito e confesso que passei alguns anos traumatizado com a morte do cara, já que quando vi o filme achei que o mesmo iria salvar o dia ao lado de Cruise. Spilberg ainda faz questão de dar uma história para ele – como saber que já foi coroinha, e que seu pai foi assassinado – só para tornar sua morte mais cruel e assim satisfazer seu coração negro (CARALHO, TÔ DETONANDO O SPILBERG! NÂO ME COMAM VIVO, POR FAVOR!!!)
Li algumas críticas na época que diziam que esse filme era Noir, porém demorei pra assimilar quaisquer detalhes que justificassem tal rótulo, principalmente à julgar por um final tão feliz e besta onde o protagonista reata com sua ex mulher (sem explicação) e os dois recomeçam a vida com um novo filho, quando pela lógica Cruise deveria ser preso por sequestro da precog principal e também por homicídio doloso, pois se ele não à tivesse raptado, Danny Witwer e o pobre coitado que se acusou de ter sequestrado seu filho jamais teriam morrido. Fora que o mistério do sumiço do filho de Anderton nunca foi solucionado e foi praticamente esquecido no fim. Ai, chega! É ruindade demais pro meu espírito! Next!


1 - Sobre Meninos e Lobos



41 m3u D3us, c0m0 3u 0d310 S0br3 M3n1n0s 3 L0b0s (e se você entendeu o que está escrito aí, então está pronto para receber seu V1da Lok4 Credit Card. NEVER LEAVE THE CAVE WITHOUT IT!)!
Este elogiado, aclamado, idolatrado filme de Clint Eastwood está na lista de filmes que eu definitivamente não suporto. Ok, quando o assisti estava achando-o o máximo. Uma bela história, personagens instigantes, etc. Parecia que ia render bem.  Parecia...
Na verdade eu gostei muito do filme até o momento final, que foi a única coisa que estragou tudo. Mas como foi um estrago de proporções tsunamicas, logicamente arruinou-me o longa inteiro. O filme tem uma boa trama, e um bom desfecho para a solução do assassinato da filha do Sean Penn. Mas ao invés de acabar por aí (SPOILER ALERT) o filme resolve fechar com a gangue de Penn matando o Tim Robbins, tendo sido este o principal suspeito de ter assassinado brutalmente sua filha, mas na verdade as suspeitas só foram geradas porque Robbins (desculpa gente, não lembro o nome de nenhum personagem desse filme) cometeu um ato heroico na mesma noite do homicídio e que nada tinha a ver com aquilo. O filme termina com Penn descobrindo tarde demais que na verdade foram dois moleques bobocas que mataram sua filha, mas tudo fica por isso mesmo.
Comentei com um colega da faculdade na época que tinha odiado o final do filme, ele me respondeu “Ora, se você só gosta de filmes com finais felizes assista os filmes do Michael Bay!”. Bem, não é por aí. Menina de ouro tem um final bem trágico mas que me agradou muito. O lance é que, se ao descobrir que cometeu um erro matando um inocente, Penn terminasse o filme afundado em angústia e arrependimento, eu teria achado foda. Mas não. Ele recebe alguns conselhinhos sem nexo da sua mulher e “plim!”, sua consciência está tranquila novamente e ele parte pra outra. Não sei se é bem o caso comparar, mas existem filmes que tratam de maneira quilometricamente melhor o tema da culpa por assassinato (Crimes e Pecados e Match Point, ambos do Woody Allen, são excelentes exemplos). E o que dizer de Kevin Bacon, que durante o filme age como um típico policial linha dura e corretinho, mas no fim simplesmente se torna um cumplice de Penn em seu assassinato, inclusive dando um sorrisinho safado pra ele na ultima cena, do tipo “Irado cara, você matou nosso amigo de infância, mas fica tranquilo que esse é nosso segredinho”. Assim, do nada, o cara muda de personalidade, numa das maiores desconstruções de personagem que eu já vi. Desculpe Clint Eastwood, se não sou inteligente o suficiente para entender seu filme. Para entender por que um personagem que foi abusado na infância e passou a vida inteira traumatizado teve que morrer no fim porque realizou um ato de bondade. Ou porque sua família teve que terminar desamparada enquanto os caras maus terminam bem e com a consciência limpa. Ou se eu não caí na sua tentativa de empurrar goela abaixo dos espectadores coisas como a aceitação da violência e se acho que seu filme não passa de uma peça fabricada para varrer os oscars. Pra mim, é uma nojeira dos infernos.



So, é isso thurma. Exagerei? Passei dos limites? Falei mal do seu filme predileto? Ok, pode me detonar, meu corpo está aqui para ser usado. E para me redimir, o próximo post será 10 FILMES QUE TODO MUNDO ACHA RUINS, MENOS EU, se bem que tenho minhas duvidas se ele recuperará minha reputação perdida aqui ou só a fará descer mais ainda o precipício (provavelmente) do limbo. Bom, nos vemos lá. See ya!

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