domingo, 21 de agosto de 2011

Análise de Cena: Fúria de Titãs (Clash of the Titans - 1981)


Como eu fiquei de republicar aqui meus posts favoritos do meu antigo blog, aqui vai mais um. A análise de Fúria de Titãs foi minha primeira publicação em um blog. Fiz algumas pequenas alterações no artigo antes de postar de novo só pra ele ficar mais cool.

Este filme é uma adaptação da estória de Perseus, herói mitológico que tem como objetivo salvar a donzela Andrômeda, que está prestes a ser sacrificada tendo seu belo copitcho entregue de bandeja ao monstro Kraken. Para salvá-la, Perseus deve enfrentar vários desafios, como a Medusa, o Cérberos e o escambau à quatro.



A película começa com Acrísio, o Rei – Também conhecido como Acrísio, O Cretino – colocando sua filha Dânae e seu filho (dela) Perseus num caixão para jogá-los ao mar, pois aparentemente sua filha é tão casta quanto a Tila Tequila, e seu filho é ato de uma de suas safadezas. Acrísio quer restaurar sua honra de rei e por isso deve sacrificá-los. Por algum motivo ele acha que matar sua filha e seu neto vai limpar sua barra na high society.

Enquanto isso, no Olímpo...


Poseidon chega e fofoca tudo para Zeus, pois estava disfarçado de pássaro e observando Acrísio jogar sua filha ao mar. Aliás, é engraçado como esse pessoal não faz nada nesse templo. Zeus fica o tempo todo sentado em seu trono enquanto sua mulher e filhas ficam em pé no meio do salão sem dar um pio! E Athena ainda fica segurando uma coruja, o que deveria cansar seu braço se não fosse uma deusa. Vida chata do caramba. Se eu fosse um desses figurões, estaria uma hora dessas me esbanjando com prostitutas e LSD em uma festa patrocinada por Tony Stark. E à título de adendo, Ursula Andress é uma das filhas de Zeus.

Pois bem, Zeus não gosta muito do que ouve e manda Poseidon libertar o monstro Kraken para destruir Argos, império de Acrísio. RELEASE THE KRAKEN!! Ele poderia ser mais prático e justo e mandar apenas matar o rei, ao invés do seu reino inteiro. Cacete, até agora só tem gente imprudente nesse filme! Pelo menos Zeus ordenou a Poseidon que salvasse Dânae e Perseus, levando-os singelamente a uma praia remota onde possam viver tranquilamente.


Quando Zeus se retira da sala, sua mulher e filhas começam a tricotar. Então descobrimos que foi Zeus quem engravidou Dânae e deixou Acrisio puto da vida. Aaahhh, agora entendi!

E como o capacho infeliz que é, Poseidon RELEASED THE KRAKEN e este destrói Argos.
Longe Dalí, Perseus e sua mãe estão em paz na ilha de Séfiros, onde poderão viver à vontade.


À vontade até demais, pelo visto. E, Ahá! O remake de 2010 não tem nenhuma cena de nudez. Esse aqui tem mais de uma. Quer ver?


Viu? E mais pra frente ainda tem mais. Louis Leterrier, você é um cagão mesmo!
Er... Acabei de mostrar duas cenas de nudez seguidas. Prometo que vou me conter daqui pra frente.

Em Séfiros, Perseus cresce e se torna um rapaz forte e boa pinta. Um baita galãzão! Pena que não tem ninguém ali pra ele comer.

Zeus, que o acompanha de longe, fica muito feliz com a vida do filho, embora continue um velho rabugento e inflexível com os outros, pois não atende as súplicas de Tétis, que lhe implora que não puna seu filho Calibos, transformando-o em um bicho mais feio do que bater na mãe com um rato podre. Ao que parece, Calibos andou aprontando das suas em Jopa (sabe lá Deus onde fica isso). Outra coisa: O filho de Tétis estava para se casar com Andrômeda, a mocinha do filme. Mas agora que ficou mais feio que a Regina Casé, provavelmente Andrômeda não vai mais querer dar pra ele. Tétis então promete a si mesma que, se seu filho não a tiver, ninguém a terá! HAUHAUHAUA!

Então Tétis manda Perseus para Jopa, no reino da Fenícia (agora sei onde fica), para que ele conheça os perigos desse mundo. Quer dizer, daquele mundo.


Perseus acorda todo assustadôncio, querendo saber onde está. Seu medo aumenta quando dá de cara com uma figura muito bizarra...



Mas que logo se revela como sendo o poeta e dramaturgo Amon. E nós ficamos tão preocupados...


Mas Amon é gente fina.
Claro! Ele é interpretado por Burgess Meredith, o Pingüim do seriado sessentista do Batman. E também o Mickey, treinador do Rocky nos primeiros filmes do garanhão italiano.
Amon explica a Perseus onde ele está, e que provavelmente foi algum deus do Olimpo que o levou até ali. Perseus, por sua vez, diz que quer reivindicar seu trono em Argos, e o melhor lugar para começar sua jornada é em Jopa, aproveitando que já está no lugar.

Zeus descobre a traquinagem de Tétis e resolve enviar ajudar ao filho. Manda-lhe então uma espada sagrada, um capacete sagrado e um escudo... adivinhem? Sagrado. Aliás, o escudo fala! E você achava o Herbie radical, heim! O capacete torna invisível quem o usa e a espada é mais afiada que a língua do Leão Lobo.
Perseus vai para Jopa, e aproveitando do poder de seu capacete, adentra furtivamente o quarto da princesa Andrômeda. Ah, eu com um capacete desses...


E não me olhe assim! Não venha me dizer que, se ganhasse o poder da invisibilidade, a primeira coisa que viria a sua cabeça não seria fazer algo do tipo!

Bom, algo estranho acontece então. Um abutre gigante aparece com uma jaula...


E o ‘espírito’ de Andrômeda sai de seu corpo de caminha em direção a ela. E assim que a moça entra na gaiola, o pássaro a leva dalí. Brrrr!


Perseus e Amon encaixam seus neurônios e deduzem que, se o pássaro voou para o leste, ele foi para o pântano onde habita Calibos. Pelo visto, nesse universo a única coisa que deve existir para o leste é o pântano de Calibos.
Perseus decide então seguir o pássaro da próxima vez que este for capturar o ‘espírito’ de Andrômeda quando esta estiver em seus sonhos molhados. Para isso, precisarão de uma ajuda especial:

Pégaso!!


Após domar o equino alado, Perseus faz com que o bicho siga o abutre.


Então descobrimos que o pássaro realmente estava levando a donzela para o cafofo de Calibos.


Que é frequëntado por muita gente bonita.



Falando nisso, finalmente vemos Calibos. E Zeus realmente deu uma caprichada na feiúra do coitado.


Mas em compensação, Andrômeda é uma uva.


Eu não disse?

Calibos aparentemente captura a essência de Andrômeda (ou não) em seus sonhos para levá-la até ele e dar umas investidas na moçoila.

Calibos: - “Andrômeda.... Olho para sua beleza e lembro o quanto você me amou um dia. Lembra como eu era?”

Andrômeda: - “Lembro... Mas agora...”

E Andrômeda demonstra que é uma vadia superficial, pois não está mais com Calibos só pela sua aparência horrenda e não se importava quando ele era um tirano sacana, desde que fosse bonito. Pelo menos eu acho. Veremos.

Calibos se emputece de vez e elabora um novo enigma para Andrômeda apresentar a seus pretendentes. É o seguinte: Para conseguir a mão da dondoca, seus pretendentes devem resolver um enigma. Caso contrário, fogueira neles! Isso foi mencionado bem antes, mas esqueci de falar.

Andrômeda dá uma chorada e pedi para Calibos parar com essa palhaçada, mas o bicho não quer nem saber! Quer é ver os pretendentes da moça espernearem na fogueira! Hahahaha!! *Ca-ham*
Enquando a mocinha sofrida volta pra jaula, Calibos vê as pegadas de Perseus e percebe que tinha alguém ali o tempo todo. É, Perseus. Pelo visto suas pegadas não ficam invisíveis também.
Então o monstro vai atrás do herói e os dois travam uma luta horrenda e sanguinolenta, em uma dos maiores duelos da história do cinema!



Mentira. A luta é bem mixuruca e acaba rapidinho, com um corte súbito para a próxima cena.

Que se passa no castelo da rainha Cassiopéia, que está propondo mais uma vez a mão de sua filha Andrômeda em casamento. Mas ninguém naquele reino é burro o suficiente para aceitar. Ou sabem que são burros o suficiente para nunca terem conseguido resolver os enigmas de Calibos antes e não estão muito afim de morrerem em brasas.

Porém, Perseus surge acompanhado de Amon. Andrômeda fica cheia de saliência para o moço e lhe recita o enigma, torcendo para ele acertar e ambos casarem e fazerem um pouquinho de pecado.



Mas Perseus não dá a mínima pro enigma e diz: - “Que Mané enigma o quê? Isso é para os fracos! Eu faço melhor! Eu empalei Calibos e arranquei a mão dele com os dentes para lhe oferecer! Agora vire logo a minha vadia!”

É, ele não disse nada disso. Mas acho seria legal se tivesse dito.

Mas nada disso importa, porque eles ficam juntos! Êbaaa!!



Sou um romântico de merda, mesmo.

Mas a felicidade dos pombinhos não dura muito, pois durante a celebração de sua união, a estátua de Tétis quebra-se e sua cabeça cai no meio do salão. Tétis jura vingança por terem decepado a mão de seu filho Calibos e profetiza que, ao menos que Andrômeda se ofereça em sacrifício ao Kraken em 30 dias, ela libertará o monstro (RELEASE THE KRAKEN!) para que ele destrua Jopa. BRUXA!!



Perseus pede conselhos ao seu mentor Amon, mas este não sabe o que fazer. Deve ter perdido muito sua forma treinando Rocky Balboa no passado. Mas Amon lhe diz para ir atrás de três bruxas malignas que comem carne humana e que vivem no deserto de Jopa, pois elas o aconselharam no que fazer. Quem não confiaria em três bruxas desérticas e canibais?

Perseus então, junto com Amon e Andrômeda, reúne uma tropa para acompanhá-lo em sua jornada. É quando surge uma das mascotes mais legais do cinema, em minha opinião:



É Bubo, a coruja dourada de ferro! Ou a coruja de ferro dourado, não importa. Eu não sei se já chegaram a inventar um brinquedo da Bubo, mas eu gostaria muito de ter um. E que fizesse os mesmo barulhinhos engraçados.

Bubo é mais um presente de Zeus para ajudar seu filho querido. Na verdade, Zeus pediu à sua filha Athena que enviasse a Perseus sua coruja de estimação para ajudá-lo. Porém, Saori Kido... digo... Athena não estava afim de se desapegar de sua ave e mandou Bubo em seu lugar.
 A coruja enlatada então os guia até as bruxas.



Essas aí são as ditas. E parece que Perseus e sua trupe chegaram bem na hora do almoço!


Viram?

As bruxas dizem a Perseu que a única forma de derrotar Kraken é usando os olhos da terrível Medusa, que transforma aquele que os vê em pedra. Claro que ela não irá lhe emprestar seus olhos de bom grado, então nosso herói terá que tomá-los na base da ignorância.

Perseus e sua tropa de buchas de canhão... quero dizer... de fieis amigos pegam carona no barco de Caronte para atravessar o Rio da Morte e chegar à Ilha da Morte, onde está a Medusa da Morte... digo... onde está  a Medusa.


 Chegando à ilha, são recepcionados por Cérberos, o cão de três cabeças. Que aqui só tem duas. Por uma questão puramente orçamental.



Perseus, munido da espada e do escudo malucos do Gugu que ganhou de seu pai Zeus, finaliza o canino. Não sem antes perder alguns de seus aliados.

Nossos guerreiros chegam então ao templo da Medusa, onde descobrimos que a monstra tem cabelos de serpente, rasteja, usa arco e flecha contra seus inimigos e é feita de massinha.



Perseus tem que olhá-la através do reflexo em seu escudo, senão vai virar pedra.



Rapaz esperto. Ao contrário de seus amigos, que vão sendo mortos ou à flechadas, ou virando pedra. Eu sempre tenho pena desses personagens que só servem pra figurar e depois morrer. Não deveria ter, mas tenho.

Após uma luta tensa, Perseus consegue cortar a cabeça da infeliz.



Tive que ser ninja pra conseguir capturar a imagem acima, então não reclamem que ela está escura e um pouco ininteligível.



Nosso herói fica todo todo após ter decapitado a baranga. Eu também ficaria.

Enfim, o protagonista ensaca a cabeça da Medusa (pois mesmo depois de morta, seu olhar ainda petrifica) e parte em sua jornada em direção ao Kraken. Quando ele e o que restou da sua tropa param pra dar uma descançada, Calibos aparece para tentar avacalhar nossos bem feitores. Como? Furando a cabeça da Medusa dentro do saco e deixando seu sangue derramar no chão. O sangue da monstra se transforma em escorpiões gigantes.

Bubo fica fazendo barulhos para acordar os heróis. Então Calibos lhe dá uma chicotada e a ave cai no rio.


Bubo!!! NOOOOOOO!!!! Será seu fim??? Calibos, não te perdoarei jamais!

Eu disse que os escorpiões eram grandes.

No problemo! Perseus, junto com seus amigos, dá um jeito neles.

E de quebra acaba de vez com o pentelho do Calibos. Já não era sem tempo!
Mas agora Perseus perdeu todos os seus amigos, e está sozinho e desamparado.
Até que Bubo ressurge para a nossa alegria!


ÊÊÊÊÊÊÊ!!! VIVAAAA!!!!!


Perseus ordena a Bubo que tente encontrar Pégaso, pois só com a ajuda deste ele conseguirá cumprir sua missão de levar a cabeça da Medusa até a altura dos olhos de Kraken para transformá-lo em pedra.

Enquanto isso, Andrômeda toma um banho caliente e se arruma toda para ser sacrificada. Não sei por que diabos alguém faz questão de ficar bonita para ser devorada por um monstro gigante criado em stop motion, mas tudo bem.


Aliás, o banho de Andrômeda foi caliente mesmo. Lembram quando eu disse que ainda tinham mais cenas de nudez no filme? Pois é. Mas não coloquei a imagem aqui porque prometi que ia me conter.

Perseus chega à Jopa, mas pelo visto está bastante cansado de andar de lá pra cá o filme inteiro.



Enquanto isso, no Olimpo, Tétis lembra a Zeus que o grande dia chegou, e que ele deve ordenar a libertação de Kraken para que o monstro devore a moçinha da história. Zeus então solta seu ultimo ‘RELEASE THE KRAKEN!’ do filme. Mas dessa vez ele estava meio cabisbaixo, então foi um ‘release the kraken’ bem xôxo, assim sem CapsLock mesmo.

Tiara, é? Huummmm, boiola!


Andrômeda já está acorrentada pronta para ser sacrificada em prol de Jopa.



E poxa vida, ela é um pitel mesmo, heim! Vem cá com o papai, vem minha filha! Ui, ui, ui...

*Cof Cof*... *Ca-ham*

Bom, voltando ao texto... Vemos finalmente a aparência de Kraken. É um monstro bem feito, como todos do mestre do stop motion Ray Harryhausen, de quem já falei aqui.



Mas será que Perseus vai conseguir chegar a tempo para destruir a criatura e salvar sua amada? E Bubo encontrará Pégaso para que este possa ajudar nosso herói em sua empreitada! Conseguirão Perseus e Andrômeda finalmente consumar sua união e ir para a Ilha de Caras?? Caso você não tenha assistido ainda, vai ficar sem saber. Pelo menos até ir atrás do filme. Ou você achou que eu ia contar o final??? Há!

NOTA: 8,9

Fúria de Titãs foi concebido para puro entretenimento, mas mesmo assim consegue se manter mais ou menos fiel a mitologia original e apresentar uma estória coesa, bem delineada e de fácil assimilação. É de fato bem melhor que seu remake dirigido por Louis Leterrier. Não acho a nova versão ruim, como muitos dizem. Mas filme o anterior é menos corrido, roteiro bem melhor e tem mais belas imagens e personagens mais cativantes, ainda que a maioria dos atores tenha uma atuação extremamente caricata (o que até pode cair como uma luva para o tipo de personagem geralmente representado nesse tipo de filme).

Ademais, é um ótimo filme para se entreter quando só tiver passando porcaria na televisão. Então alugue-o ou baixe-o, sente no sofá, e não levante nunca mais.

E por hoje é só. Até o próximo post! Absss

7 comentários:

  1. Foi uma das melhores e mais completas análises que já li. Tive a oportunidade de assistir este filme, porém já faz algum tempo, e confesso, a produção é surpreendente. Gostei muito do conteúdo do teu blog e vou aproveitar pra dar uma olhada nos posts anteriores. Obrigada por comentar e seguir meu blog, já estou seguindo o seu também e claro, volte sempre que puder, será um prazer!

    Até mais.

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  2. Obrigado por ter gostado, Rubi! Pode fuçar a vontade e volte quando quiser!

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  3. Rapaz, eu assisti esse filme no SBT qndo era bem criança, lembro que morria de medo das ditas (q não são von teese.... "tudum, tsss!").

    Enfim, engraçado como sempre e ótimo texto, de fácil compreensão. Abraços

    ah, sim, vou ver se até semana que vém eu atualizo aquela porcaria de blog meu lá...

    até mais.

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  4. Lembro da provessora passando esse filme em...sei la qual matéria ela passava.

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  5. Valew Márcio. Eu ia jantar agora, mas depois dessa piada da Dita Von Teese perdi a fome (mas fiquei com água na boca por outra coisa). Atualiza lá, pow! Não esquece que ainda tem algumas partes da sessão da tarde faltando. Ainda não vi Caçadores de Emoção nem Um Tira da Pesada nas listas.

    Pô Avalanche(Lance), sua escola era bem mais divertida que a minha. Lembro que meu prof de história passava A Missão com Robert DeNiro p gente assistir (hoje adoro esse filme, mas quando moleque achava uma chatice). Mas acho uma maneira bem valida e divertida de ensinar mitologia. Com o professor fazendo as devidas correções, claro.

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  6. Eu comprei esse filme antes de assistir o novo, e realmente a diferença é gritante. Fora que a primeira versão tem toda a superação tecnológica que os caras tiveram.
    Usaram muito bem os Stop-Motion e a técnica do Fundo Verde.
    Eu acho muito melhor que o novo filme. As vezes parece que hoje o cinema se resume a uma odisséia visual com um roteiro pouco trabalhado.

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